Animal que passou 24 mil anos congelado acorda em 2021; entenda

Descoberta foi liderada pelo Laboratório de Criologia do Solo, do Instituto de Problemas Físico-Químicos e Biológicos em Ciências do Solo, localizado em Pushchino, na Rússia

Um animal pertencente a um filo de criaturas aquáticas e microscópicas (rotífero) acordou após 24 mil anos hibernando em congelamento. O espécime foi encontrado em solo siberiano, e os resultados do estudo que acompanhou o comportamento do animal foi publicado na revista Current Biology desta segunda-feira (7).

Animal passa 24 mil anos hibernando congelado e acorda em 2021 – Foto: Michael Plewka/DivulgaçãoAnimal passa 24 mil anos hibernando congelado e acorda em 2021 – Foto: Michael Plewka/Divulgação

A descoberta foi liderada pelo Laboratório de Criologia do Solo, do Instituto de Problemas Físico-Químicos e Biológicos em Ciências do Solo, localizado em Pushchino, na Rússia.

Em laboratório, os cientistas conseguiram reviver o antigo animal, além disso, conseguiram reproduzi-lo a partir do mesmo indivíduo. Vale ressaltar que esses animais se reproduzem assexualmente em processo conhecido como partenogênese.

O caso constitui como o “mais longo relatado de sobrevivência de rotífero em um estado congelado”, de acordo com a pesquisa. Segundo a análise genética do espécime, ele foi identificado como pertencente ao gênero Adineta, e o comparou com amostras vivas da Bélgica.

“Animais multicelulares poderiam suportar dezenas de milhares de anos em criptobiose, o estado do metabolismo quase completamente preso”, apontou Stas Malavin, coautor do estudo.

Teoricamente, esse tipo de descoberta pode apontar para um possível “criogenia humana”. No entanto, apesar de o campo ainda estar longe de ter qualquer possibilidade prática de existir – congelar pessoas para que sejam revividas posteriormente não é algo que cabe na ciência compreendida até aqui – a compreensão em outras escalas é uma “esperança” para o campo de estudo.

“É claro que quanto mais complexo o organismo, mais difícil é preservá-lo vivo congelado e, para os mamíferos, não é atualmente possível”, observa Malavin.

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