Aparição de lagartas de fogo interdita área na Beira-Mar Norte, em Florianópolis

Contato da pele do ser humano com os espinhos do animal pode causar reações diversas como dor intensa, inchaço e vermelhidão

O aparecimento de várias lagartas, popularmente chamadas de “bicha-cabeluda”, interditou uma área próxima ao trapiche da Beira-Mar Norte, em Florianópolis, na manhã desta sexta-feira (23). A interdição do local foi feita pela GMF (Guarda Municipal de Florianópolis).

Aparição de várias “lagartas fogo” interdita área na Beira-Mar Norte – Foto: Léo Munhoz/NDAparição de várias “lagartas fogo” interdita área na Beira-Mar Norte – Foto: Léo Munhoz/ND

Os animais estavam em folhas de árvores do local. De acordo com o professor Luiz Carlos de Pinho, do Departamento de Ecologia e Zoologia da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), trata-se da espécie conhecida como lagarta de fogo (Megalopyge lanata).

Em contato com a reportagem do ND+, a Floram (Fundação do Meio Ambiente de Florianópolis) informou que as árvores do local serão podadas já na próxima semana.

A aparição da espécie ocorre exclusivamente na América Latina, sendo mais comum em Santa Catarina e outros nove estados (São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Pernambuco, Ceará, Bahia, Goiás e Minas Gerais) e Distrito Federal.

O animal se alimenta apenas de vegetais e costuma aparecer em árvores como Cedro, Ipê, Figueira do Mato, Abacateiro, Pessegueiro, Plátano, Araticum, Seringueira, Pereira, Ameixeira e Figueira.

Suas lagartas, quando completamente desenvolvidas, medem de 60 a 70 mm de comprimento e 14 a 18 mm de largura máxima. O corpo é formado por segmentos largos e brancos, separados entre si por faixas estreitas de coloração escura.

Sobre o dorso, há seis fileiras de tufos de cerdas longas e finas, inofensivas, de tom castanho avermelhado, que escondem os verdadeiros “espinhos” portadores da toxina.

Contato com a pele do ser humano

Ainda segundo Pinho, o contato da pele do ser humano com os espinhos da lagarta pode causar reações diversas como dor intensa, inchaço e vermelhidão.

Contato com os espinhos do animal pode causar ferimentos – Foto: Léo Munhoz/NDContato com os espinhos do animal pode causar ferimentos – Foto: Léo Munhoz/ND

A indicação é que, caso haja o contato, a pessoa procure um médico, principalmente em casos de idosos e crianças. Além disso, também é indicado lavar bem o local com água corrente e elevar o membro afetado.

O Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Santa Catarina – telefone 0800 643 5252 – também pode auxiliar com informações.

O que fazer caso se deparar com o animal?

O professor explica que, em caso da aparição do animal em áreas públicas, com grande circulação de pessoas, como no caso da Beira-Mar Norte, o recomendado é o isolamento da área, e a remoção do inseto para outra área mais reservada.

Área foi isolada na Beira-Mar Norte – Foto: Léo Munhoz/NDÁrea foi isolada na Beira-Mar Norte – Foto: Léo Munhoz/ND

Caso apareça em plantações de casas, é possível fazer a remoção do animal com segurança, sem a ajuda de um profissional, desde que não se tenha contato direto com as lagartas.

“Use uma pinça longa ou graveto para pega-lá e nunca toque em lagartas
urticantes diretamente com as mãos. Coloque-as em frasco com a tampa furada, juntamente com amostras da planta onde foi encontrada a lagarta”, orienta a Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina).

“O melhor nesses casos é sempre ligar para o Centro de Informação e Assistência Toxicológica”, explica o profissional.

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