Aposentado dá rolê com porquinhas na coleira em SC; vídeos

Conheça Seu Zé, o morador de Chapecó que tem duas leitoas como animais de estimação

É comum encontrar pessoas passeando com animais de estimação pelas ruas, principalmente com cachorros ou gatos. Mas já imaginou passear com porcos ou porcas na coleira? Seu José Lemes, de 69 anos, conhecido como seu Zé, se tornou uma figura conhecida em Chapecó por dar ‘voltinhas’ pelas ruas da cidade com a Pintadinha e a Ruivinha.

Na companhia de seu Zé está o neto Davi, que desde pequeno já tem esse amor pelos porquinhos do avô – Foto: Carolina Debiasi/NDNa companhia de seu Zé está o neto Davi, que desde pequeno já tem esse amor pelos porquinhos do avô – Foto: Carolina Debiasi/ND

A paixão de seu Zé por animais começou quando ainda era jovem em Nonoai (RS). Ele deixou o interior do estado gaúcho para viver no bairro Santo Antônio, na maior cidade do Oeste catarinense. Em Chapecó, seu Zé adotou as duas leitoas logo após elas deixarem de se alimentar no peito da mãe, quando ainda tinham 45 dias.

Seu Zé passou a cuidar e adestrar os animais. Hoje as leitoas pesam cerca de 30 quilos cada e recebem o melhor cuidado possível. Por sinal, a vizinhança já se acostumou com as caminhadas matinais do aposentado, que ocorrem aos sábados e domingos. Mas antes do rolê elas recebem um banho e ficam cheirosas.

“As pessoas dizem que não são bichos de estimação, mas para mim são. Faz mais de 10 anos que cuido das porquinhas e elas passeiam comigo na coleira”, conta o aposentado.

Pintadinha e Ruivinha tomam banho semanalmente para passear – Foto: Carolina Debiasi/NDPintadinha e Ruivinha tomam banho semanalmente para passear – Foto: Carolina Debiasi/ND

Durante o dia as leitoas ficam à beira de um riacho que tem ao lado da casa de seu Zé. À noite costumam se recolher em um chiqueirinho. Apesar de não ter muita intimidade com os animais, os familiares dele ajudam a cuidar.

“Eles não acham muito bom, mas gosto. A minha esposa me ajuda a tratar e assim vou levando a vida, sofrida, mas divertida”, conta seu Zé.

Zé das leitoas

O aposentado é famoso no bairro onde mora por “desfilar” pelas ruas do Santo Antônio com as leitoas. Entre as voltas, o roteiro passa próximo à Escola Básica Municipal Severiano Rolin de Moura.

Para a coordenadora do Conselho de Pastorais do bairro Palmital, Sonia Maria Serena, que já trabalhou na escola, os passeios de seu Zé com as leitoas sempre foram motivo de curiosidade e chamam atenção.

“Via ele passeando com os porquinhos quando eu trabalhava na escola. Ele chamava a atenção das crianças e dos vizinhos por ter um animal de estimação um pouco inusitado. Geralmente as pessoas criam porcos para alimentação e ele tem como estimação como se fosse um cachorro”, relembra.

Quando as leitoas ficam muito grandes, seu Zé costuma vender os animais em troca de porquinhos menores. Ele afirma jamais ter se alimentado daqueles que já cuidou ao longo da vida.

“Cuido das porquinhas e depois vendo, mas apenas para quem não for comer elas porque tenho dó, pois, cuido com tanto carinho. Essas duas pretendo vender logo, porque elas já estão muito fortes para eu passear”, diz seu Zé.

Porcos podem ser adestrados? 

O adestrador e zootecnista Vagner Ribeiro explica que é possível adestrar os porcos com petiscos, iguais aos pets. É um método de educar animais fundamentado no reforço positivo de comportamentos desejados. Sempre que o bichinho realizar uma ação correta ou esperada ele será recompensado. 

“Já vi até galinha sendo adestrada. Basta descobrir o que a espécie mais gosta de se alimentar. Vi porcos sendo adestrados com cenoura e maçã, apesar de ser um pouco mais demorado”, explica. Ele diz que esses animais chegam a ser mais espertos que os próprios cachorros.

Para manter um convívio com esses animais são necessários alguns cuidados especiais, principalmente com vacinas, segundo o médico veterinário César Rodrigo Surian. O proprietário precisa relatar problemas de saúde com os animais para as instituições reguladoras. 

“Vale ressaltar a importância de vacinar regularmente o animal e fazer visitas ao médico veterinário. Segundo a associação norte-americana, as vacinas necessárias para estes animais são Erisipela, Tétano, Leptospirose, Raiva e vacina tetravalente envolvendo Actinobacillus pleuropneumoniae, com quatro sorotipos diferentes”, explica o profissional.

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