Casos de esporotricose em animais deixa Florianópolis em alerta; veja detalhes

Doença é causada por fungo que geralmente habita solo, palhas, vegetais e madeiras, podendo ser transmitido por meio de materiais contaminados, como farpas ou espinhos

Após seis casos de esporotricose serem confirmados em animais somente em 2021 na Capital catarinense, a prefeitura de Florianópolis acendeu um alerta para a doença, que pode afetar também os humanos. Entenda o que é e como prevenir!

gato e cachorroDoença pode acometer animais e humanos – Foto: Pixabay/Reprodução/ND

O Centro de Controle de Zoonoses de Florianópolis atendeu três felinos com suspeita de esporotricose no Rio Vermelho e na Tapera no mês de agosto.

Com a confirmação do diagnóstico, as equipes técnicas visitam casa a casa nas proximidades da residência dos animais para investigar possíveis novos casos e orientar a população sobre as medidas de prevenção.

Além disso, em 2021, outros três casos da doença já foram identificados por meio de notificações de médicos veterinários particulares e de busca ativa realizada pela equipe.

A doença

A esporotricose é uma doença causada por um fungo que geralmente habita a terra, palhas, vegetais e também madeiras e pode ser transmitido por meio de materiais contaminados, como farpas ou espinhos.

Além disso, de acordo com a Fundação Oswaldo Cruz/ Frio Cruz, animais contaminados, em especial os gatos, também transmitem a doença por meio de arranhões, mordidas e contato direto da pele lesionada.

Segundo a fundação, é aconselhável isolar o animal contaminado, separando-o em um ambiente próprio para que receba os cuidados que necessita sem comprometer a saúde dos outros bichos da casa.

Outro cuidado muito importante: em caso de morte do animal com esporotricose, é essencial que o corpo seja cremado e não enterrado. Isso porque a micose pode se espalhar pelo solo, transmitindo a doença para outros animais.

Gatos são os principais acometidos pela doença – Foto: PMF/Divulgação/NDGatos são os principais acometidos pela doença – Foto: PMF/Divulgação/ND

Como identificar

Nos seres humanos, a doença se manifesta na forma de lesões na pele, que começam com um pequeno caroço vermelho e que podem virar uma ferida. Geralmente aparecem nos braços, nas pernas ou no rosto, às vezes formando uma fileira de carocinhos ou feridas.

Como pode ser confundida com outras doenças de pele, o ideal é procurar um dermatologista para realizar o diagnóstico.

Já nos gatos, os primeiros sintomas clínicos são variados. Os sinais mais observados são lesões ulceradas na pele, ou seja, feridas profundas, geralmente purulentas, que não cicatrizam e costumam evoluir rapidamente.

Como prevenir:

Para seres humanos:

  • Usar luvas e roupa manga comprida quando trabalhar com terra/jardinagem;
  • Evitar contato com animais de rua e desconhecidos;
  • Caso seja arranhado por galhos vegetais ou por gatos, lavar o local afetado imediatamente com água corrente e sabão/sabonete e fazer compressa com água quente. As compressas devem ser constantes, diversas vezes ao dia, em uma temperatura suportável, com cuidado para não provocar queimaduras.

Para animais de estimação:

  • Evitar contato com animais desconhecidos;
  • Higienizar as patas e unhas na volta pra casa quando houver contato com terra;
  • Manter os animais dentro de casa ou do pátio cercado, sem acesso de outros gatos.

Tratamento

O tratamento recomendado, na maioria dos casos humanos e animais, é um antifúngico, que deve ser receitado por médico ou veterinário. A dose a ser administrada deve ser avaliada por esses profissionais, de acordo com a gravidade da doença.

O tempo de tratamento depende do caso, podendo durar meses ou mais de um ano. É muito importante que o tratamento seja seguido à risca.

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