Altair Magagnin

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Ex-presidente Dilma “passeia” no Centro Leste de Florianópolis com cachorro, morto em 2016

Foto da petista com o labrador, que ganhou de José Dirceu, foi usada em projeto que ilustra as obras no Centro Histórico da Capital de Santa Catarina; Dilma Rousseff responde pelo sacrifício do animal

Um olhar atento sobre o projeto de revitalização do Centro Leste de Florianópolis percebe a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e o cachorro labrador Nego atravessando a rua Tiradentes. A imagem foi publicada pelo prefeito Gean Loureiro (DEM) para ilustrar a obra de humanização de parte do Centro Histórico da Capital.

À esquerda, imagem de Dilma Rousseff e cachorro labrador Nego no projeto de revitalização do Centro Leste de Florianópolis; à direita, foto de Dilma passeando com o animal de estimação, em Brasília – Foto: Reprodução/NDÀ esquerda, imagem de Dilma Rousseff e cachorro labrador Nego no projeto de revitalização do Centro Leste de Florianópolis; à direita, foto de Dilma passeando com o animal de estimação, em Brasília – Foto: Reprodução/ND

“O projeto busca favorecer o caminhar urbano, o acesso ao patrimônio e a dinâmica de diferentes atividades. Busca equilibrar o antigo e o novo, com manutenção de elementos históricos mas com a inclusão de planos caminháveis”, disse o prefeito de Florianópolis.

Imagem de Dilma Rousseff e cachorro labrador Nego aparece no canto direito, atravessando a rua Tiradentes, no projeto de revitalização do Centro Leste de Florianópolis – Foto: Reprodução/NDImagem de Dilma Rousseff e cachorro labrador Nego aparece no canto direito, atravessando a rua Tiradentes, no projeto de revitalização do Centro Leste de Florianópolis – Foto: Reprodução/ND

O cachorro Nego foi um presente do então ministro José Dirceu (PT), quando Dilma assumiu a chefia da Casa Civil do governo Lula (PT), em 2005.

Sacrifício do animal virou investigação na polícia

A morte de Nego é polêmica. Em setembro de 2016, o deputado federal Ricardo Izar (PP-SP), presidente da Frente em Defesa dos Animais na Câmara dos Deputados, fez um discurso acusando Dilma pela morte de Nego.

Um ano depois, em novembro de 2017, com autorização do então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o caso virou um inquérito na Polícia Civil do Distrito Federal. Não há registro de maiores desdobramentos.

Conforme reportagem da “Gazeta do Povo”, morte do cachorro Nego é investigada pela Polícia Civil do Distrito Federal, foto usada no projeto é de Sergio Dutti, da agência de notícias do jornal “O Estado de S.Paulo” – Foto: Reprodução/NDConforme reportagem da “Gazeta do Povo”, morte do cachorro Nego é investigada pela Polícia Civil do Distrito Federal, foto usada no projeto é de Sergio Dutti, da agência de notícias do jornal “O Estado de S.Paulo” – Foto: Reprodução/ND

Campanha para achincalhar imagem

Diante da repercussão dos fatos, a ex-presidente se manifestou, por meio da assessoria. Disse ser alvo de uma perseguição, de uma campanha hedionda que visa achincalhar sua imagem.

Em nota, afirmou que conviveu durante 12 anos com Nego, de 2003 a 2016, e que o labrador era “um cachorro excepcional, companheiro e inteligente”.

Também conforme a ex-presidente, a partir de 2015, Nego passou a apresentar displasia coxo-femural – doença típica dos labradores – além de mielopatia degenerativa. Com isso, o cachorro tinha dificuldade em andar, sofria, e houve recomendação veterinária para sacrificá-lo.

“A presidenta relutou e adiou o quanto pode, com a esperança de uma recuperação da saúde do labrador. E isso, infelizmente, não veio a ocorrer. Nego foi sacrificado, para tristeza de Dilma Rousseff em setembro do ano passado [2016]”.

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