Ferimento de arma de fogo contribuiu para morte de leão-marinho encontrado em Florianópolis

Animal foi encontrado vivo no canal da Barra da Lagoa, mas estava debilitado; ferimento pode ter contribuído para a morte no dia seguinte ao resgate

Foram finalizados os exames de necropsia de um leão-marinho-do-Sul, que morreu logo após ser encontrado vivo, mas muito debilitado, em abril de 2021, em Florianópolis. Na época, ele apareceu no canal da Barra da Lagoa e os exames mostraram uma bala de arma de fogo alojada na cabeça do animal.

Leão-marinho foi encontrado debilitado em abril de 2021 e morreu no dia seguinte – Foto: R3/Divulgação/NDLeão-marinho foi encontrado debilitado em abril de 2021 e morreu no dia seguinte – Foto: R3/Divulgação/ND

O ferimento com o projétil pode ter contribuído para a entrada de bactérias na cabeça do animal, que causou o chamado choque séptico e o levou à morte. Os testes também apontaram que ele estava anêmico, desidratado e com sinais de pneumonia e infecção.

O exame osteológico dos dentes do leão-marinho, realizado pelo laboratório da Udesc/Laguna demonstrou que a idade do animal era de cerca de 10 anos. Ele media 2 metros e 90 centímetros e pesava 225 quilos.

Em seu corpo foram encontradas amostras da bactéria Staphylococcus, que confirmou o choque séptico, o que pode ser definido como o estágio mais grave de uma infecção.

Maltrato de animais é crime e está  previsto na Lei Federal 9.605/98. As denúncias podem ser feitas tanto pelo 190 quanto através da Delegacia Virtual de Santa Catarina.

O resgate de animais marinhos é feito através do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos, executado pela R3 Animal em Florianópolis.

Conheça a espécie

Vindos de colônias reprodutivas no Uruguai e na Argentina, esses animais são observados nos costões de Santa Catarina desde 2019.

O resgate em abril de 2021 e as análises ainda em curso das causas da morte são realizadas pela R3 Animal, que afirma que o projétil pode ter contribuído para a debilitação do animal.

Animal foi resgatado pela R3 em abril do ano passado, mas morreu no dia seguinte – Foto: Nilson Coelho/R3/Divulgação/NDAnimal foi resgatado pela R3 em abril do ano passado, mas morreu no dia seguinte – Foto: Nilson Coelho/R3/Divulgação/ND

Os leões-marinhos adultos e subadultos aparecem, na maioria das vezes, em temporadas de inverno. No Rio Grande do Sul há os Refúgios de Vida Silvestre da Ilha dos Lobos, que os acolhem e resguardam em unidades de conservação nos municípios de Torres e Rio Grande.

A expectativa de vida dos leões-marinhos é entre 18 e 25 anos. Segundo a R3, as fêmeas podem atingir 2 metros e 20 centímetros, com peso de 150 quilos. Os machos costumam ser maiores, com pesos de até 350 quilos e mais de 2 metros e meio de comprimento.

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