FOTOS: Conheça as 5 serpentes mais perigosas encontradas em SC

Comuns e perigosas: biólogo da Fujama de Jaraguá do Sul listou as cinco serpentes venenosas que representam mais riscos de acidentes no Estado

Tanta cobra aparecendo né gente? Claro que o clima quente é propício para o aparecimento das serpentes, mas nem todas têm veneno, são perigosas ou oferecem risco. Por isso, o Portal ND+ conversou com o biólogo Gilberto Ademar Duwe, que atua na Fujama de Jaraguá do Sul com resgate de fauna silvestre e educação ambiental.

Segundo ele, há serpentes que têm um veneno mais potente, mas, em contrapartida, o número de acidentes é baixo. Nesta lista abaixo, há uma sequência de serpentes com uma peçonha forte e com grande número de acidentes.

Como evitar que as serpentes se aproximem das casas?

Uma das principais medidas para evitar que essas serpentes perigosas se aproximem de casas é combater os roedores. “Sem ratos não há comida para serpentes”. Limpar terrenos (até para facilitar a visualização), evitar acumulo de materiais e sempre usar luvas de couro quando for lidar com jardim são outras dicas para evitar acidentes.

FOTOS E CARACTERÍSTICAS DE CADA UMA:

1 – Jararaca (Bothrops jararaca).Tem o veneno potente, mas o principal motivo de estar em primeiro lugar é o número de acidentes. No Brasil, cerca de 90% de acidentes com serpentes é com jaracara. É um animal que acabou se adaptando muito bem à área urbana pela facilidade de encontrar alimentos: roedores. Ela pode ficar enrolada em algum canto, numa área de mata, em restos de madeira, no jardim e a pessoa acaba não percebendo que há uma cobra. Ela dá o bote para se defender. “Não ataca as pessoas porque ela gosta, mas para se defender porque acha que a pessoa representa um risco”, sublinha Giba, como o biólogo é conhecido. Mesmo assim, em cerca de 30% das mordidas não há veneno (picada seca), explica Giba. Isto porque o veneno de todas as cobras é utilizado para caça. Exemplo: a cobra pica um roedor e quando o roedor morre ela se alimenta do roedor. “Ela prefere não gastar o veneno com pessoas para não perder a forma de obter o alimento”, complementa.- Foto: Giba/Fujama/Divulgação ND
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1 – Jararaca (Bothrops jararaca).Tem o veneno potente, mas o principal motivo de estar em primeiro lugar é o número de acidentes. No Brasil, cerca de 90% de acidentes com serpentes é com jaracara. É um animal que acabou se adaptando muito bem à área urbana pela facilidade de encontrar alimentos: roedores. Ela pode ficar enrolada em algum canto, numa área de mata, em restos de madeira, no jardim e a pessoa acaba não percebendo que há uma cobra. Ela dá o bote para se defender. “Não ataca as pessoas porque ela gosta, mas para se defender porque acha que a pessoa representa um risco”, sublinha Giba, como o biólogo é conhecido. Mesmo assim, em cerca de 30% das mordidas não há veneno (picada seca), explica Giba. Isto porque o veneno de todas as cobras é utilizado para caça. Exemplo: a cobra pica um roedor e quando o roedor morre ela se alimenta do roedor. “Ela prefere não gastar o veneno com pessoas para não perder a forma de obter o alimento”, complementa.- Foto: Giba/Fujama/Divulgação ND
Gilberto Ademar Duwe mostra uma serpente da espécie das jararacas – Foto: Divulgação ND
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Gilberto Ademar Duwe mostra uma serpente da espécie das jararacas – Foto: Divulgação ND
2 – Cascavel (Crotalus durissus) É uma serpente encontrada mais nas regiões central e Planalto do Estado de Santa Catarina, onde há muitas áreas abertas com muita agricultura. É responsável por uma grande parte de acidentes no Brasil, cerca de 7%. “O veneno dela é bem potente”, alerta Giba. Uma curiosidade: a cascavel, quando se sente ameaçada, avisa por meio de um chocalho que tem na ponta da cauda (amontoado de escamas). Quando ela sacode, faz um barulho característico da cascavel. – Foto: Reprodução/Record TV
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2 – Cascavel (Crotalus durissus) É uma serpente encontrada mais nas regiões central e Planalto do Estado de Santa Catarina, onde há muitas áreas abertas com muita agricultura. É responsável por uma grande parte de acidentes no Brasil, cerca de 7%. “O veneno dela é bem potente”, alerta Giba. Uma curiosidade: a cascavel, quando se sente ameaçada, avisa por meio de um chocalho que tem na ponta da cauda (amontoado de escamas). Quando ela sacode, faz um barulho característico da cascavel. – Foto: Reprodução/Record TV
3 – Urutu-cruzeiro (Bothrops alternatus)- É uma espécie da família das jararacas que vive mais em áreas de Planaltos e Serra de Santa Catarina. Ela é uma serpente relativamente grande, pode chegar a 1,5 metro de comprimento. Ela é bem volumosa e acaba sendo uma cobra pesada. O veneno dela é da mesma intensidade da jararaca. É uma cobra que impõe medo pelo volume e desenho na cabeça (uma cruz). – Foto: Samuel Maria/Arquivo Pessoal/Divulgação ND
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3 – Urutu-cruzeiro (Bothrops alternatus)- É uma espécie da família das jararacas que vive mais em áreas de Planaltos e Serra de Santa Catarina. Ela é uma serpente relativamente grande, pode chegar a 1,5 metro de comprimento. Ela é bem volumosa e acaba sendo uma cobra pesada. O veneno dela é da mesma intensidade da jararaca. É uma cobra que impõe medo pelo volume e desenho na cabeça (uma cruz). – Foto: Samuel Maria/Arquivo Pessoal/Divulgação ND
4 – Jararacuçu (Bothrops jaracussu). Também é da família das jararacacas e da urutu-cruzeiro. É a maior espécie das jararacaras que há em Santa Catarina e no Brasil, chegando a 2 metros de comprimento e até cinco quilos. Tem uma grande quantidade de veneno e os dentes que injetam veneno são os maiores que há entre as cobras da região (pode passar de 3 cm de comprimento). Então, é um animal que pode injetar um pouco mais de veneno e, por isso, pode gerar mais sintomas quando ocorrem acidentes. No entanto, é mais difícil acontecer acidentes com essa espécie porque vive preferencialmente dentro de áreas de vegetação bem conservadas. Geralmente, os acidentes que ocorrem são mais em áreas rurais conservadas, mas ocasionalmente essa serpente também aparece em área urbana.  – Foto: Giba/Fujama/Divulgação ND
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4 – Jararacuçu (Bothrops jaracussu). Também é da família das jararacacas e da urutu-cruzeiro. É a maior espécie das jararacaras que há em Santa Catarina e no Brasil, chegando a 2 metros de comprimento e até cinco quilos. Tem uma grande quantidade de veneno e os dentes que injetam veneno são os maiores que há entre as cobras da região (pode passar de 3 cm de comprimento). Então, é um animal que pode injetar um pouco mais de veneno e, por isso, pode gerar mais sintomas quando ocorrem acidentes. No entanto, é mais difícil acontecer acidentes com essa espécie porque vive preferencialmente dentro de áreas de vegetação bem conservadas. Geralmente, os acidentes que ocorrem são mais em áreas rurais conservadas, mas ocasionalmente essa serpente também aparece em área urbana.  – Foto: Giba/Fujama/Divulgação ND
5 – Coral-verdadeira (Micrurus corallinus). Apesar do veneno ser mais perigoso porque pode espalhar mais rápido pelo corpo, é mais difícil ocorrerem acidentes em Santa Catarina e no Brasil. Isto porque, ela não dá bote, a boca é pequena, os dentes que injetam veneno são bem pequenos. Então, para acontecer um acidente só se pegar na mão ou pisar na cobra com os pés descalços. Se movimenta preferencialmente à noite, debaixo de acumulado de folhas, e se alimenta de outras cobras, como jararaca e dormideiras. “Mas é raro acontecer acidente com esta cobra”, conclui Gilberto Ademar Duwe. Ainda segundo o biólogo, há mais de 30 espécies de coral-verdadeira no Brasil e mais de 60 espécies de coral falsa, o que dificulta a identificação. O ideal, segundo Giba, é sempre considerar como sendo coral-verdadeira para evitar acidentes. – Foto: Giba/Fujama/Divulgação ND
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5 – Coral-verdadeira (Micrurus corallinus). Apesar do veneno ser mais perigoso porque pode espalhar mais rápido pelo corpo, é mais difícil ocorrerem acidentes em Santa Catarina e no Brasil. Isto porque, ela não dá bote, a boca é pequena, os dentes que injetam veneno são bem pequenos. Então, para acontecer um acidente só se pegar na mão ou pisar na cobra com os pés descalços. Se movimenta preferencialmente à noite, debaixo de acumulado de folhas, e se alimenta de outras cobras, como jararaca e dormideiras. “Mas é raro acontecer acidente com esta cobra”, conclui Gilberto Ademar Duwe. Ainda segundo o biólogo, há mais de 30 espécies de coral-verdadeira no Brasil e mais de 60 espécies de coral falsa, o que dificulta a identificação. O ideal, segundo Giba, é sempre considerar como sendo coral-verdadeira para evitar acidentes. – Foto: Giba/Fujama/Divulgação ND
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