Qual a melhor maneira de enterrar nossos pets?

O que conforta nosso coração não é exatamente a melhor opção para o meio ambiente. Saiba o que fazer com o corpo do seu peludo depois que ele morre


Despedida

Ninguém gosta de enfrentar a separação física provocada pela morte, mas quando ela acontece somos obrigados a lidar com questões que muitas vezes sequer cogitamos antes. Você já pensou qual a melhor maneira de cuidar do corpo do seu cão ou gato depois que ele morre? Para muitos, a primeira opção que vem em mente é o enterro no próprio quintal. Mas esta alternativa, que parece a mais lógica e a mais carinhosa para com o animal e nossos sentimentos, não é a melhor para o meio ambiente.

Contaminação

Corpos em decomposição podem contaminar solos e fontes de água. Se o animal tiver morrido de alguma zoonose ou de doenças contagiosas (cinomose, parvovirose, leptospirose etc.), pior ainda. O necrochorume, um líquido viscoso que resulta dos processos de decomposição, contém duas substâncias orgânicas altamente tóxicas, a putresina e a cadaverina, para as quais não há antídoto. O problema acontece quando elas alcançam lençóis freáticos após serem “escorridas” por chuvas, contaminando fontes de água e o solo, podendo atingir hortas e poços artesianos.

Empresas

Se o serviço de “funerária pet” não comprovar que possui um cemitério regulamentado e registrado, não gaste seu dinheiro e confiança. A empresa apenas fará o transporte do seu peludo para um aterro sanitário. Animais mortos deixados em clínicas veterinárias e pet shops também têm o mesmo destino: o “lixão”. Infelizmente, para quem quer dar um destino digno e carinhoso para seu amigo, sem poluir a natureza, as opções são apenas a cremação ou um cemitério oficial para animais, alternativas inexistentes na Grande Florianópolis.

Recomendação

Procurei o Conselho Regional de Medicina Veterinária de Santa Catarina por e-mail sobre o assunto e a resposta obtida sobre o assunto foi: “Quanto ao descarte de corpos, não há regulamentação por parte do CFMV ou CRMV-SC. Alguns municípios podem criar leis próprias sobre o assunto. A recomendação é dar o destino adequado ao corpo, sem causar danos ao meio ambiente, ou seja, encaminhar ao aterro sanitário ou cremação.”.

Aterro

Conversei então com o gerente do Departamento de Coleta de Resíduos Sólidos da Comcap, que atenciosamente explicou que animais encontrados mortos nas ruas são recolhidos pelo órgão e enviados para o aterro sanitário devidamente tratado para evitar contaminação do meio ambiente. Para moradores de Florianópolis que quiserem fazer uso do aterro sanitário as opções são: embalar o animal em saco plástico e deixá-lo para recolhimento com o lixo comum ou entregá-lo diretamente à Comcap na unidade Itacorubi (Rodovia Admar Gonzaga, 404). Nos dois casos o destino será o mesmo, encaminhamento para o aterro sanitário.

Alternativas

A menos que você consiga reproduzir um sepultamento profissional em seu quintal, com todos os cuidados necessários para impedir a contaminação do solo e da água, as opções recaem para o enterro por profissionais ou a cremação. Na Grande Florianópolis não temos nenhum dos dois serviços, sendo os animais mortos encaminhados para o aterro sanitário. Para quem tiver condições financeiras, a cidade de Camboriú possui um crematório de pets, que parece ser a única opção disponível para quem quer zelar pelo corpo do pet morto e pela natureza.

Divulgação: Instituto É o Bicho!

Evento ocorre neste sábado no Shopping Iguatemi