Você conhece a diferença entre dar e doar um peludo? Ela existe e é muito importante na vida deles

Até mesmo na postura de quem recebe o animal há diferença entre ganhar e adotar, sendo a segunda opção mais predisposta a um final feliz.

 

Luiz Mendes/Editoria de Arte/ND

Dado ou doado?

Uma cena comum é encontrar pessoas doando ninhadas de filhotes, muitas vezes até de raça pura. Bastam alguns minutos de conversa para ver que grande parte dos “doadores” na verdade é de pessoas que foram irresponsáveis, deixaram suas cadelas ter cria e agora vão para as ruas simplesmente dar os filhotes sem a menor preocupação em fazer acompanhamento e sem compromisso de castrá-los. O pior é que no fim das contas, como se livraram dos indesejados filhotes de maneira relativamente fácil, não castram a mãezinha e, seis meses depois, a cena acontece novamente e mais animais vêm ao mundo para reproduzir sem critério e aumentar a superpopulação de cães e gatos de rua. 

A diferença

Entre dar e doar é enorme. Inclusive para quem recebe o animal. Uma pessoa que ganha, às vezes aceita por impulso, não se sente tão responsável moralmente e pode terminar não exercendo uma guarda adequada. Muitas e muitas vezes o “presente” na verdade termina sendo um verdadeiro estorvo e logo é passado adiante. Um doador sério coloca-se à disposição para receber de volta o animal que doou e para ajudar os adotantes com eventuais problemas. Quem dá, simplesmente repassa. E repassar o problema não é, de maneira alguma, solucioná-lo. É como jogar o lixo no bueiro. Ele até some, mas nas enchentes vem à tona para lembrar a todos que está lá, à espera de seu destino correto. O triste nesse comportamento irresponsável com cães e gatos é que quem realmente sofre são eles, não as pessoas que os deixaram vir ao mundo ou os “doaram”.

Radical

Podem reclamar e dizer que estou sendo radical. O que as pessoas não lembram é que cada lindo filhotinho nascido em uma casa onde os donos tinham a obrigação social e ética de evitar a reprodução de seus cães e gatos, não só tira a chance de um outro animal que nasceu nas ruas, ou que foi nelas abandonado, de achar um lar, mas colabora com mais e mais ninhadas indesejadas. E são justamente estes filhotes “de família” que continuarão a perpetuar o problema, porque são dados de qualquer maneira e sem castrar, tendo várias crias, e com isso a pirâmide invertida só cresce. Lembrando alguns dados oficiais da American Humane Association: uma cadela que tenha cria duas vezes por ano gerará mais de 80 mil descendentes em 10 anos. Sim, 80 mil!

Evento

E para quem quiser ser feliz e fazer toda a diferença na vida de vários peludos, amanhã é dia de adoção em Florianópolis. A ONG É o Bicho realizará evento de doação de cães e gatos e de arrecadação de doações. Que tal já começar a doar itens de inverno para ajudar os peludos à espera de um lar? Local: Supermercado Imperatriz do Córrego Grande, Rua João Pio Duarte da Silva, 1623. Horário: das 10:00 às 17:00. Taxa de adoção: R$10,00. Para adotar é preciso ter mais de 18 anos e apresentar documento de identidade com foto e comprovante de residência. 

Divulgação: ONG É o Bicho

Conheça seu melhor amigo amanhã, no evento da É o Bicho!