Pinguins recebem implantes de ouro como tratamento de saúde

Técnica já é usual em universidades brasileiras e no exterior, mas é novidade na aplicação em animais silvestres como os pinguins

Uma ONG (Organização Não Governamental) que cuida de animais que chegam debilitados nas praias pelo Estado está usando uma técnica diferente para auxiliar no tratamento dos pinguins.

Pequenos implantes de ouro estão sendo colocados nos animais para que eles se recuperem mais rápido, não sentindo dor e assim conseguindo voltar para o mar o quanto antes.

Os pinguins foram resgatados por representantes do projeto de monitoramento de praias da Bacia de Santos, em parceria com o Instituto Australis, de Palhoça, e com a Univali (Universidade do Vale do Itajaí).

A técnica é antiga, usualmente utilizada em universidade brasileiras e no exterior, mas é inédita nessa aplicação. Segundo especialistas, ela permite menos interferência humana, e acaba gerando menos estresse para os animais.

“É uma novidade, não conheço nenhum relato desta técnica em pinguins. O que costumamos ver na veterinária são estes implantes sendo colocados em pequenos animais, como cães e gatos, e em alguns animais silvestres também, mas é sempre uma novidade” afirma o veterinário Lucas Bianchini.

Na maioria dos casos, em poucos dias é visível a eficácia da técnica, mas dependendo da lesão, esse tempo pode ser mais longo, mas o implante segue agindo no animal durante cinco anos.

“Um paciente que geralmente ficaria meses se recuperando de uma fratura, e em uma semana ele acabou tendo tendo uma melhora extraordinária, e com certeza deve ser solto nos próximos dias”, afirma Bianchini sobre o caso de dois Pinguins de Magalhães que tiveram degeneração e infecção na coluna e fratura no quadril.

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BG Florianópolis