Polícia encontra cães e gatos mortos dentro de freezer no Distrito Federal

Suspeito do crime é servidor público do Tribunal de Contas da União e mantém outros 230 animais em chácara

A Polícia Civil do Distrito Federal localizou ossadas de animais dentro de sacos plásticos em um freezer. A investigação surgiu após denúncias de um tratador de animais contra o dono de um abrigo onde cães e gatos mortos foram armazenados no refrigerador. As informações são do Portal R7.

Mais 230 cães e gatos foram encontrados na chácara do suspeito – Foto: Reprodução/NDMais 230 cães e gatos foram encontrados na chácara do suspeito – Foto: Reprodução/ND

As ossadas foram encontradas durante uma perícia nesta terça-feira (18). Há ainda cerca de 230 animais na chácara, em Brazlândia, Distrito Federal. A apuração começou em março, depois que um cuidador voluntário fez uma denúncia.

O homem relatou que no dia 10 de março foi até a chácara acompanhado de dois ajudantes para tratar dos cachorros abrigados no local, retirar os animais doentes e limpar os canis, já que é ligado a uma ONG voltada à causa animal. Dois dias depois, voltaram à propriedade, mas foram impedidos de continuar o serviço pelo dono da chácara.

No dia seguinte, o proprietário da área procurou o voluntário na casa dele e reclamou que os animais estavam sem alimentação e o espaço sem limpeza. O rapaz retrucou que isso não era responsabilidade dele.

O denunciante afirmou que depois da discussão o dono da chácara foi até uma das lojas parceiras da ONG e tentou retirar sacas de ração sem autorização. Aos policiais, o rapaz informou que o homem mantinha cães e gatos mortos em duas geladeiras na propriedade, pois teria se recusado a enterrá-los.

Dois meses após esses episódios, a esposa do dono da chácara procurou o cuidador e pediu ajuda para tratar dos bichos que estão no local, muitos deles doentes. Ela teria dito que não tinha condições de arcar com o tratamento para todos os animais e que o marido estava internado. O homem é servidor público, lotado no Tribunal de Contas da União.

A advogada Ana Paula Vasconcelos, do Fórum Animal, acompanha a situação. Ela explicou que há queixas de maus-tratos contra o dono do abrigo há mais de 10 anos.

“É uma situação antiga, mas temos dificuldade de obter provas, porque a pessoa responsável pelo abrigo restringiu muito a entrada”, disse.

Ela afirma ainda que as ONGs pretendem pedir na Justiça a remoção dos animais e a interdição do abrigo. “É uma patologia, mas a gente não pode vitimizar, porque é um crime. Se ele exerce funções na vida cível, tem capacidade para responder”, reforçou a advogada.

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