Baleias-jubarte presas em redes de pesca em Florianópolis acendem alerta

SC no Ar desta terça-feira (22) recebeu a presidente da Associação R3 Animal Florianópolis, Cristiane Kolesnikovas, que falou sobre as visitas dos animais em SC no frio e os enredamentos registrados

A aparição de baleias-jubarte em Florianópolis gerou curiosidade e preocupação. Na última semana, pelo menos quatro animais foram encontrados presos em redes de pesca na Capital. Para falar sobre o aparecimento incomum dessas baleias em Santa Catarina e os enredamentos registrados, o SC no Ar desta terça-feira (22) recebeu a bióloga e presidente da Associação R3 Animal, Cristiane Kolesnikovas.

“As baleias-jubarte têm como local de reprodução principal o Banco de Abrolhos, ali entre o Espírito Santo e a Bahia. O que aconteceu este ano: ao invés de migrarem mais afastadas do nosso litoral, elas se aproximaram do litoral de Santa Catarina e infelizmente algumas delas acabaram se ‘enredando’. A gente chama de ‘enredamento acidental’ quando não há a intenção de enredar esses animais, são acidentes que acontecem”, explicou a bióloga.

Baleia-jubarte foi encontrada morta na Praia dos Açores, no Sul de Florianópolis – Foto: Divulgação/R3 AnimalBaleia-jubarte foi encontrada morta na Praia dos Açores, no Sul de Florianópolis – Foto: Divulgação/R3 Animal

Dos animais encontrados em redes na capital catarinense, dois foram encontrados sem vida, enquanto outros dois foram soltos pelos profissionais do Protocolo de Encalhe e Desenredamento de Baleias da APA da Baleia Franca em Santa Catarina. Somente em 2021, 14 baleias-jubarte ficaram presas em equipamentos de pesca no Brasil. Dessas, nove casos aconteceram em Santa Catarina, sendo que três morreram.

A presidente da R3 Animal aconselha: “Se avistar algum animal, alguma baleia, tentar retirar a rede para que não aconteça como [nos casos já registrados]. Se por acaso ela enredar, por favor, não tentar retirar por conta própria a rede, porque é uma atividade que põe em risco as pessoas, põe em risco a embarcação”.

Segundo Cristiane, a recomendação quando há um enredamento é entrar em contato com entidades habilitadas para fazer esse tipo de atendimento, como o Protocolo de Encalhe e Desenredamento de Baleias da APA da Baleia Franca, o Corpo de Bombeiros e a PMA (Polícia Militar Ambiental).

Confira mais informações na entrevista completa.

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