Verão “animal”: como cuidar dos pets na estação mais quente do ano

A zootecnista Maiara Petri Vilvert fala sobre as principais orientações com os pets no verão

O Brasil é o terceiro país no mundo a investir e gastar no mercado de pets – Foto: Divulgação/NDO Brasil é o terceiro país no mundo a investir e gastar no mercado de pets – Foto: Divulgação/ND

O brasileiro é conhecido por amar animais de estimação. Eles fazem parte da rotina do lar e são parte da família. Além disso, segundo um estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Médica Baker, os animais de estimação têm a capacidade de diminuir o estresse humano.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), o Brasil é o terceiro país no mundo a investir e gastar no mercado de pets.

Assim como nós, os cães e gatos também sofrem com o calor do verão e sentem a elevação da temperatura, e é por isso que os cuidados e a atenção redobrada são necessários neste período.

Rotina de passeio

No verão é preciso evitar passeios em horários mais quentes – Foto: Divulgação/NDNo verão é preciso evitar passeios em horários mais quentes – Foto: Divulgação/ND

Correr e brincar, na praia, no parque ou na rua é, sem dúvida, o passatempo preferido de muitos pets, principalmente dos cães, mas no verão, evitar passeios em horários mais quentes é uma das principais orientações de profissionais.

“Sempre priorize as horas mais frescas do dia, assim como em um passeio com uma criança humana. É importante observar, também, as particularidades de cada raça, que tendem a sofrer muito mais que outras. Os cães braquicefálicos, que são os buldogues (francês ou inglês) e os pugs, por exemplo, tendem a ter uma piora com o calor, já que são cães com focinho mais curto, e apresentam uma maior dificuldade na troca de ar. Então, não podemos simplesmente pegar e sair com o pet às dez da manhã ou ao meio dia, pois ele realmente sentirá desconforto”, explicou.

No verão é comum que entre 10h e 17h haja maior incidência solar. É necessário se atentar quanto ao clima, evitar exercícios longos e procurar mantê-lo em ambientes com sombras. Além disso, é preciso se atentar a temperatura da calçada e do asfalto, o que pode ocasionar feridas nas patinhas.

Pelos e tosa

Tosar 100% o pet não é recomendado – Foto: Divulgação/NDTosar 100% o pet não é recomendado – Foto: Divulgação/ND

É importante destacar que, os pelos dos pets também são responsáveis por ajudar a regular a temperatura do animal, atuando como um isolante térmico, protegendo a pele das altas e baixas temperaturas. Por isso, tosar 100% o bichinho não é recomendado.

“Os tutores acabam promovendo as tosas durante o verão por relacionarem com a nossa forma de regular a temperatura corporal, onde utilizamos roupas mais leves. Com os pets, quanto menos é mais! Os cães e gatos possuem glândulas sudoríparas em suas almofadas, portanto, não podem transpirar por toda a pele, diferente de nós humanos. A tosa é recomendada sim, mas para fins de higiene, em situações na qual o pet é extremamente peludo, e seus pelos podem ficar com nós e acúmulo de poeira”, comentou Maiara.

Hidratação

A água é responsável pelo bom funcionamento do organismo, desenvolvimento e para as defesas contra doenças – Foto: Divulgação/NDA água é responsável pelo bom funcionamento do organismo, desenvolvimento e para as defesas contra doenças – Foto: Divulgação/ND

Em altas temperaturas, uma boa hidratação e com água de qualidade é mais que essencial e auxilia no bom estado de saúde do pet, em qualquer idade, seja filhote, adulto ou idoso, uma vez que a água é responsável pelo bom funcionamento do organismo, desenvolvimento físico e para as defesas contra doenças.

A saída é manter o pote sempre cheio e com água fresca, em recipiente grande e na sombra, à disposição do pet o dia todo, além de trocá-lo com frequência.

“É importante estimular sempre o consumo de água, o máximo possível, já que no verão os pets tendem a perder uma boa quantidade de líquidos e eletrólitos. Além de proporcionar sempre água limpa e fresca, é possível, também, trazer opções com alimentos que tenham maior presença de água ou fazer picolés com a própria ração, umedecendo e congelando”, ressaltou Maiara.

Incorporar alimentos ricos em água na dieta é uma alternativa além da ração úmida. Melancia e melão são frutas que podem auxiliar, mas ainda que possam ser recomendadas, por terem uma certa quantidade de água na composição, é preciso ter atenção.

Buscar compreender quais frutas e legumes são recomendados para cada espécie com seu profissional de confiança. As frutas possuem alta concentração de açúcares e fibras que podem causar distúrbios alimentares, como a diarréia.

Orientação

Conhecer o pet e suas características é essencial antes de “adotar”. Durante os períodos mais quentes é natural que os cães, sentem as mudanças e pratiquem o ato de “arfar”. Apesar do nome estranho, é comum e simples: uma respiração rápida e superficial, que na maioria das vezes é acompanhada por uma longa língua pendurada.

“No verão, os cães costumam arfar o tempo todo para ajudar a regular a temperatura corporal. São questões fisiológicas diferentes das nossas, então, é muito importante realmente que o tutor conheça as características da espécie que ele quer ter como animal de estimação”, disse a zootecnista.

Rotina

Não hesite em levar o seu pet ao veterinário ou a um profissional especializado. Acompanhamento e cuidado nunca é demais. “Há a necessidade de uma rotina anual, pois é preciso ter acompanhamento, por exemplo, com as vacinas, há um calendário de vacinação estabelecido e deve ser respeitado durante o ano. É importante que as vacinas estejam em dia para manter a boa saúde e fazer os passeios com tranquilidade e segurança”, finalizou Maiara.

Alimentação

A alimentação balanceada proporciona os nutrientes necessários para o enfrentamento do calor no verão – Foto: Divulgação/NDA alimentação balanceada proporciona os nutrientes necessários para o enfrentamento do calor no verão – Foto: Divulgação/ND

Da mesma forma que o ser humano perde um pouco o apetite e busca ingerir mais água no período do verão, assim também são os pets. No verão, muitos cães e gatos acabam ficando com pouca “energia” para brincar e até mesmo para comer.

“Precisamos redobrar a atenção com a chegada do verão, nas altas temperaturas, nosso pet acaba tendo necessidades nutricionais bem específicas, e, como é comum que queiram beber mais água que comer, precisamos trabalhar esse obstáculo. Disponibilizar a ração de formas diferentes para estimular a ingestão é uma alternativa”, alerta a zootecnista Maiara Petri Vilvert.

Outro fator importante e que interfere no apetite dos pets é a  intensidade e disponibilidade de luz durante o dia, e que é maior no verão. Então, é comum observar que quando se têm mais horas de sol no dia, há uma queda na ingestão natural dos alimentos. A dica da zootecnista é dividir a ração em várias porções durante o dia, para não sobrecarregar o estômago e o trato intestinal do animal, além de evitar mudanças radicais ou súbitas na dieta. Qualquer alteração deve ser feita de forma leve e gradativa.

Invista em rações de qualidade

A alimentação balanceada proporciona os nutrientes necessários para o enfrentamento do calor no verão. Portanto, é importante garantir uma boa ração. Os produtos Nutricol são diferenciados da mais alta tecnologia e profissionais qualificados com grande experiência no setor de nutrição que compõem a equipe técnica. Através da inovação, seus pets recebem o melhor do mercado com alto custo benefício.

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