VÍDEO: mais de 9 mil andorinhas migram de Chapecó para o Nordeste

O fenômeno acontece todos os anos quando as aves procuram regiões quentes por conta das baixas temperaturas no Sul do país

“As andorinhas voltaram”. Você já deve ter ouvido a música do Trio Parada Dura que conta a história dessa espécie de aves que voltam para o velho ninho. Em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, no início do ano até meados de maio é o período que as andorinhas “voltam” e são vistas em grande número no município.

Isso ocorre porque além das andorinhas adultas, tem também os filhotes que se preparam para migrar até as regiões mais quentes do país, fugindo do inverno do Sul.

Assista a massiva presença delas no centro da cidade:

A atração, que já virou turística, acontece no Centro de Chapecó, geralmente na avenida Getúlio Vargas esquina com a rua Marechal Deodoro. A “dança orquestrada” pelas andorinhas acontece aos fins de tarde, quando elas retornam para os ninhos.

Fenômeno acontece todos os anos

De acordo com a bióloga Eliara Muller, professora do curso de Ciências Biológicas da Unochapecó, esse fenômeno acontece todos os anos no município. Porém, desde 2020, por conta de obras no prédio de uma agência bancária em que as andorinhas se concentravam, elas migraram para outro ponto.

“Desde o ano passado elas foram vistas entre a rua Clevelândia e avenida Nereu Ramos, próximo ao terminal urbana. Elas fizeram os ninhos nesse ponto porque a agência do Banco do Brasil passou por reforma no ano passado. Esse período, antes da entrada do inverno, é quando os filhotes são vistos com os adultos sobrevoando Chapecó”, relata.

A bióloga explica que cada casal pode chocar entre 2 a 4 filhotes. Ela acredita que somente em Chapecó há mais de 9 mil andorinhas que migram para o Nordeste com a chegada das baixas temperaturas no Sul do país.

“O único alimento das andorinhas são insetos. Com a chegada do inverno, e com a escassez dos alimentos, elas migram para as regiões mais quentes e retornam a Chapecó no início da primavera, em setembro, para iniciar novamente o ciclo de reprodução”, explica.

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