Irmãos separados na infância se reencontram de forma inesperada graças ao atletismo

Lucas e Douglas da Silva passaram a treinar juntos e descobriram afinidade penas no olhar

Que o esporte proporciona emoções únicas não é novidade, mas um reencontro de dois irmãos separados ainda nos primeiros anos da vida de uma forma inesperada é algo mais raro. “Quando eu olhei para ele eu senti um negócio muito forte no coração. Eu acabei tendo a certeza dentro de mim de que era o meu irmão”. A frase é do velocista Douglas da Silva, dita para a repórter Grasi Aguiar, da RICTV Record.

Lucas e Douglas (à dir) se reencontraram após oito anos - Reprodução RICTV
Lucas e Douglas (à dir) se reencontraram após oito anos – Reprodução RICTV

Douglas foi incumbido pela treinadora Ana Cláudia para ajudar uma jovem promessa a se desenvolver nos treinamentos de 100 metros rasos em São José. Quando começaram as atividades ele sentiu que essa joia do esporte era Lucas, abandonado pela mãe num abrigo oito anos atrás, quando tinha apenas seis, dos outros três irmãos – apenas ele filho de um pai diferente.

O jovem, agora com 14 anos, foi adotado por um casal e comentou em casa de que algo estava no ar. “Mãe, tem um menino lá chamado Douglas da silva. O mesmo nome do meu irmão”. Adriana, mãe adotiva do rapaz não acreditou nessa possibilidade. “Tem tantos Douglas da silva, você não acha que pode ser uma coincidência?”, indagou.

Não era e os companheiros de infância agora se tornaram parceiros de treinamento. Já os planos da nova família de Lucas para o rapaz de contar toda a verdade apenas quando ele completasse 18 se frustraram. A vida se encarregou de colocar os “pingos nos is” ao seu tempo e agora os dois podem sonhar juntos em representar o Brasil num Mundial um dia. Se faltava uma motivação maior do que o sentimento entre irmãos para buscar esse objetivo, não falta mais: “Foi um presente de Deus ter te reencontrado”, afirmou Douglas.

Hélio, o pai adotivo de Lucas, lembra que no começo havia um sentimento muito bonito entre eles, logo após superado o momento de rejeição do garoto e o desejo de voltar à família biológica. “Existia um carinho muito grande entre nós e ele ia crescer à medida que o convívio iria aumentar”, afirmou. O tempo encheu o coração de todos de muito amor: “Me sentia meio abandonado e agora consigo ter uma referência”, declarou-se o veloz Lucas.

Confira a reportagem da RICTV Record:

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Atletismo

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