Blackstar ainda precisa de R$ 600 mil para disputar o NBB

Equipe joinvilense corre contra o tempo para garantir acesso à competição nacional

A bola laranja do NBB já tem data para subir. Programado para começar no dia 15 de novembro, o NBB ainda se organiza para uma competição diferente da tradicional. Nesta temporada, o objetivo é que a disputa seja realizada nos mesmos moldes da NBA, com duas conferências e não mais nos famosos “pontos corridos” para definição dos playoffs.

Equipe trabalha para a disputa do Estadual e na expectativa de disputar o NBB – Foto: Blackstar/Divulgação

Enquanto a Liga se organiza do lado de lá, o Blackstar corre contra o tempo em Joinville. O objetivo é conseguir a comprovação financeira de quase R$ 2 milhões, exigidos para a participação no campeonato.

No entanto, a tarefa não é fácil e, de acordo com o presidente do Blackstar, Rodrigo Lima, “hoje está mais para não ir”. O prazo para que essa comprovação seja apresentada tem se estendido semana após semana, em uma tentativa de dar tempo aos clubes e o prazo atual é a próxima quinta-feira (10). O Blackstar ainda precisa de R$ 600 mil.

“Essa é a nossa situação atual, estamos conversando com diversas empresas. Estamos correndo contra o tempo, enquanto houver esperança estaremos nos debruçando nela, mas não faremos nenhum tipo de gambiarra”, diz.

O presidente explica que, na última semana, diversas reuniões foram realizadas entre as franquias e o Conselho do NBB. As equipes puderam apresentar seus projetos e estruturas e o retorno foi positivo. “Apresentamos nosso projeto e ele obteve um ótimo retorno, perceberam que temos um projeto sério e bem estruturado”, conta.

O objetivo é ampliar o número de equipes participantes para viabilizar a competição em conferências e cinco novos times manifestaram interesse: Campo Mourão, Caxias, Blackstar, Londrina e Cerrado. Campo Mourão e Caxias já apresentaram as comprovações necessárias.

Apesar do interesse, as dificuldades financeiras têm feito com que a Liga amplie o prazo para a comprovação. Além das equipes novas, as que já participam da competição também não conseguiram viabilizar o investimento necessário. Duas, inclusive, já declinaram da participação: Botafogo e Rio Claro. Equipes tradicionais como Basquete Cearense, Brasília e São José também lutam para apresentar a documentação exigida.

Saídas e chegadas

Enquanto corre atrás de recursos, o Blackstar ainda vê o assédio intenso em seus jogadores. Depois da saída precoce do ala Vezarinho, outros atletas têm sido procurados por equipes nacionais. Em contrapartida, a equipe continua trabalhando para reforçar o elenco visando a competição nacional e o Estadual.

Depois de anunciar a contratação do pivô Amandos, a equipe joinvilense repatriou outro “gigante”. Para reforçar e proteger ainda mais o garrafão, o Blackstar fechou a contratação do pivô Jerônimo, velho conhecido da torcida joinvilense.

O Campeonato Catarinense já tem uma data “pré-estabelecida”. Em reunião entre os clubes, Federação e Fesporte, o dia 9 de outubro foi marcado para o início da competição. No entanto, após a elaboração de um protocolo de saúde, a Federação aguarda a aprovação do Governo do Estado para sacramentar o início do campeonato.

O objetivo é que o campeonato tenha duração de cerca de 40 dias, dividido em dois grupos, também em “conferências”. A definição deve acontecer até sexta-feira (11).

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