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50 anos da Apollo 11 e as imagens da Terra vista do espaço

50 anos da Apollo 11 e as imagens da Terra vista do espaço - Project Apollo Archive

50 anos da Apollo 11 e as imagens da Terra vista do espaço - Project Apollo Archive

style=”font-weight: 400;”>No sábado, 20 de julho, comemora-se os 50 anos da chegada do homem à Lua. Um acontecimento que só foi possível por conta de diversas descobertas e curiosidades que antecederam a decolagem do voo tripulado da Apollo 11. Abaixo, você confere uma lista com 7 fatos curiosos que aconteceram antes da decolagem do homem à Lua – e estão compiladas no livro 100 passos até uma pegada, de Lauro Henrique Jr.

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O fascínio pela Lua

Cerca de 1300 a.C.
O fascínio pela Lua acompanha a humanidade desde a época em que nossos mais longínquos ancestrais olhavam assombrados para aquele astro brilhante e em constante metamorfose pelo céu. Segundo alguns estudiosos, os homens do período paleolítico não só já teriam conhecimento das fases da Lua como teriam até feito tentativas rudimentares de registrá-las.

O pesquisador americano Alexander Marshack, por exemplo, publicou um estudo no qual defende que as inscrições feitas num pequeno pedaço de osso encontrado na região da Dordonha, na França, são registros do que seria o primeiro calendário lunar conhecido. De acordo com Marshack, que trabalhou no Museu Peabody de Arqueologia e Etnologia da Universidade Harvard, as marcas foram gravadas no osso numa sequência lógica, com formatos e profundidades diferentes, de modo a refletir a própria variação dos ciclos lunares.

Flechas de fogo

Século X
A partir dessa época, os chineses começam a usar a pólvora – a explosiva mistura de enxofre, salitre e carvão que haviam inventado – para criar os primeiros foguetes da história. Desenvolvidos como armas de guerra, os mecanismos eram constituídos basicamente de cilindros de bambu cujo interior era preenchido com pólvora. Após a ignição, esses foguetes lançavam flechas ou projéteis de metal. A relação íntima entre esses armamentos ancestrais e os futuros bólidos espaciais aparece em outra curiosidade da própria língua chinesa: o ideograma para o termo “flecha de fogo” é o mesmo que, hoje, se usa para a palavra “foguete”.

As crateras

1651
Ao apresentar ao mundo o seu mapa da Lua, que havia elaborado em parceria com Francesco Maria Grimaldi, o astrônomo italiano Giovanni Battista Riccioli inaugurou o sistema de batizar as crateras lunares com os nomes dos filósofos e cientistas mais importantes da história. Ainda hoje, dezenas de crateras são chamadas pelos nomes dados por ele, que, obviamente, também foi homenageado ao batizar a imensa Cratera Riccioli, que tem cerca de 140 quilômetros de diâmetro.

Conquistando o céu

1709
As primeiras experiências bem-sucedidas de conquistar o espaço foram feitas com balões de ar quente. E um dos pioneiros nesse tipo de tecnologia foi o padre e inventor luso-brasileiro Bartolomeu Lourenço de Gusmão. Nascido na cidade de Santos, ele ficou famoso ao realizar várias demonstrações perante a corte portuguesa, em Lisboa, do objeto voador que havia construído: um pequeno balão de ar quente, feito de um papel grosso, que ficou conhecido como Passarola.

Embora não haja registro oficial do experimento, apenas o relato de testemunhas da época, sabe-se que Bartolomeu de Gusmão conseguiu fazer sua invenção alçar voo e flutuar por algum tempo antes de cair no chão.

Balão espacial

1783
Aprimorando a “espaçonave” criada pelo padre Bartolomeu de Gusmão, os franceses Jacques-Étienne e Joseph-Michel Montgolfier, conhecidos como irmãos Montgolfier, desenvolveram balões capazes de sustentar o peso de uma pessoa, finalmente realizando a proeza de colocar os primeiros seres humanos no ar em segurança.

Depois de fazer algumas apresentações públicas de sua invenção – em que chegaram a enviar uma ovelha, um galo e um pato como passageiros do balão –, no dia 21 de novembro os irmãos Montgolfier deixaram a população de Paris em êxtase ao lançar pelo espaço o seu enorme aeróstato, que sobrevoou a cidade por cerca de 25 minutos com os pilotos Jean-François Pilâtre de Rozier e François Laurent d’Arlandes a bordo.

A façanha da dupla de inventores posteriormente lhes garantiu uma homenagem em solo lunar, onde dão nome à Cratera Montgolfier. Só que, no caso deles, há uma curiosidade a mais.

A Montgolfier faz parte de um conjunto de crateras cujo formato peculiar acabou ganhando o apelido de “pata do gato”, e foi justamente bem perto desse local que, quase dois séculos após a decolagem dos irmãos franceses, os astronautas da Apollo 11 pousaram o seu “balão” na Lua.

Foto da Lua

1849
As primeiras fotos realmente nítidas da Lua foram feitas pelos americanos John Adams Whipple, um dos pioneiros da fotografia, e William Cranch Bond, astrônomo e primeiro diretor do Observatório da Universidade Harvard. Após inúmeras tentativas, em que usaram o enorme telescópio do observatório de Harvard e um daguerreótipo – antigo aparelho que fixava as imagens numa placa de cobre –, os dois conseguiram capturar uma foto ainda hoje surpreendente do satélite.

Animais no espaço

1957
Um mês após o lançamento do Sputnik 1, a União Soviética colocou o primeiro ser vivo no espaço a bordo do Sputnik 2, a cadelinha Laika. Pesando cerca de 6 quilos, e com aproximadamente dois anos de idade, a vira-lata havia sido recolhida das ruas para fazer parte das pesquisas do programa espacial soviético. A cachorrinha foi submetida a um treinamento intenso e, tão logo sua proeza foi divulgada, transformou-se em celebridade mundial. Seu destino, porém, foi trágico.

Apesar da tragédia e da polêmica gerada por sua morte, a viagem ajudou a compreender os mecanismos capazes de sustentar a vida no espaço. Ao longo dos anos, vários outros animais, como ratos, aranhas e chimpanzés, foram enviados ao espaço, só que, dessa vez, tomando-se o cuidado de preservar a vida dos “bichonautas”.

Em comemoração aos 50 anos da chegada do homem à Lua, o 33Giga preparou uma galeria especial com fotos do planeta Terra tiradas por astronautas e um compilado de imagens do espaço capturadas pelos telescópios da NASA. Confira:

50 anos da Apollo 11 e as imagens da Terra vista do espaço

A lua é distorcida, vista através de espessas camadas de atmosfera à medida que se eleva, vista acima do Brasil - (NASA)/33Giga/ND

A lua é distorcida, vista através de espessas camadas de atmosfera à medida que se eleva, vista acima do Brasil - (NASA)/33Giga/ND

Golfo de Aden, entre o Iêmen (direita) e o Somali (esquerda) - (NASA)/33Giga/ND

Golfo de Aden, entre o Iêmen (direita) e o Somali (esquerda) - (NASA)/33Giga/ND

O astronauta David Saint-Jacques, da Agência Espacial Canadense, tira fotos da Terra de dentro da

O astronauta David Saint-Jacques, da Agência Espacial Canadense, tira fotos da Terra de dentro da "janela para o mundo" da Estação Espacial Internacional, a cúpula de sete janelas - (CSA / NASA)/33Giga/ND

Bahamas - (NASA)/33Giga/ND

Bahamas - (NASA)/33Giga/ND

A espaçonave desenrolada SpaceX Crew Dragon é mostrada em silhueta contra o horizonte da Terra durante o Demo-1, o primeiro voo do Programa de Tripulação Comercial da NASA para a Estação Espacial Internacional. O veículo atracou ao módulo Harmony da estação depois de completar várias demonstrações bem-sucedidas durante a aproximação - (NASA)/33Giga/ND

A espaçonave desenrolada SpaceX Crew Dragon é mostrada em silhueta contra o horizonte da Terra durante o Demo-1, o primeiro voo do Programa de Tripulação Comercial da NASA para a Estação Espacial Internacional. O veículo atracou ao módulo Harmony da estação depois de completar várias demonstrações bem-sucedidas durante a aproximação - (NASA)/33Giga/ND

Península Cape Cod, nos Estados Unidos - (NASA)/33Giga/ND

Península Cape Cod, nos Estados Unidos - (NASA)/33Giga/ND

Sobre a França - (NASA)/33Giga/ND

Sobre a França - (NASA)/33Giga/ND

O astronauta russo Oleg Kononenko (terno com listras vermelhas) trabalha fora da Estação Espacial Internacional, a mais de 400 quilômetros da Terra, para inspecionar a espaçonave Soyuz MS-09 - (NASA)/33Giga/ND

O astronauta russo Oleg Kononenko (terno com listras vermelhas) trabalha fora da Estação Espacial Internacional, a mais de 400 quilômetros da Terra, para inspecionar a espaçonave Soyuz MS-09 - (NASA)/33Giga/ND

Ilhas do Cabo Verde, Oceano Atlântico - (NASA)/33Giga/ND

Ilhas do Cabo Verde, Oceano Atlântico - (NASA)/33Giga/ND

Estrutura de Richat, no meio do deserto do Saara na África - (NASA)/33Giga/ND

Estrutura de Richat, no meio do deserto do Saara na África - (NASA)/33Giga/ND

A sonda recém-chegada Soyuz MS-12 é retratada na Estação Espacial Internacional enquanto o complexo orbital voava 255 milhas acima do nordeste dos Estados Unidos - (NASA)/33Giga/ND

A sonda recém-chegada Soyuz MS-12 é retratada na Estação Espacial Internacional enquanto o complexo orbital voava 255 milhas acima do nordeste dos Estados Unidos - (NASA)/33Giga/ND

Formações de nuvens observadas ao se olhar para o norte em direção à ponta sul da África do Sul (NASA) - Foto: Divulgação/33Giga/ND

Formações de nuvens observadas ao se olhar para o norte em direção à ponta sul da África do Sul (NASA) - Foto: Divulgação/33Giga/ND

Os Engenheiros de Vôo da Expedição 59 Anne McClain, David Saint-Jacques e Christina Koch estão reunidos dentro do laboratório Destiny dos EUA - (NASA)/33Giga/ND

Os Engenheiros de Vôo da Expedição 59 Anne McClain, David Saint-Jacques e Christina Koch estão reunidos dentro do laboratório Destiny dos EUA - (NASA)/33Giga/ND

A nave de carga SpaceX Dragon se aproxima da Estação Espacial Internacional 256 milhas acima do Marrocos. Abaixo, estação de energia solar - (NASA)/33Giga/ND

A nave de carga SpaceX Dragon se aproxima da Estação Espacial Internacional 256 milhas acima do Marrocos. Abaixo, estação de energia solar - (NASA)/33Giga/ND

Um astronauta a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS) disparou esta fotografia enquanto orbitava a uma altitude de mais de 400 quilômetros (250 milhas) sobre a Austrália - (NASA)/33Giga/ND

Um astronauta a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS) disparou esta fotografia enquanto orbitava a uma altitude de mais de 400 quilômetros (250 milhas) sobre a Austrália - (NASA)/33Giga/ND

Rastros de aeronaves nas nuvens sobre o Atlântico Norte - (NASA)/33Giga/ND

Rastros de aeronaves nas nuvens sobre o Atlântico Norte - (NASA)/33Giga/ND

Vulcões no Parque Nacional Sajama e na Área Natural de Gestão Integrada, na Bolívia - (NASA)/33Giga/ND

Vulcões no Parque Nacional Sajama e na Área Natural de Gestão Integrada, na Bolívia - (NASA)/33Giga/ND

Lago Manicouagan, um lago anular em uma antiga cratera de impacto em Quebec, Canadá - (NASA)/33Giga/ND

Lago Manicouagan, um lago anular em uma antiga cratera de impacto em Quebec, Canadá - (NASA)/33Giga/ND

A aurora australis, também conhecida como as

A aurora australis, também conhecida como as "luzes do sul", é retratada pela Estação Espacial Internacional acima do Oceano Índico, ao sul do estado australiano da ilha da Tasmânia - (NASA)/33Giga/ND

(NASA) - Foto: Divulgação/33Giga/ND

(NASA) - Foto: Divulgação/33Giga/ND

O lançamento do foguete Soyuz MS-11 levanta três tripulantes da Expedição 58 para o espaço a partir do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, para atender a ISS - ( Alexander Gerst / ESA / NASA)/33Giga/ND

O lançamento do foguete Soyuz MS-11 levanta três tripulantes da Expedição 58 para o espaço a partir do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, para atender a ISS - ( Alexander Gerst / ESA / NASA)/33Giga/ND

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