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UVB-76: a rádio russa fantasma que emite mensagens misteriosas

UVB-76: a rádio russa fantasma que emite mensagens misteriosas - darkday. on Visualhunt / CC BY

UVB-76: a rádio russa fantasma que emite mensagens misteriosas - darkday. on Visualhunt / CC BY

Transmitida desde a década de 80, a UVB-76 é uma estação de rádio de ondas curtas na Rússia que ficou conhecida como The Buzzer. O apelido veio do fato de a emissora transmitir apenas um bip, bip, bip monótono sob um chiado constante, 24 horas por dia. Como se isso já não a tornasse misteriosa o bastante, ocasionalmente, o sinal é interrompido por uma voz para anunciar números e nomes, aparentemente, sem conexão.

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O nome “original” da emissora está relacionado ao prefixo das mensagens transmitidas. Todas elas começadas sempre com UVB-76. De 1982 até 2010, a rádio só interrompeu sua monótona programação para enviar apenas três mensagens. Todas elas envolviam sequências de letras, números e nomes comuns na Rússia. Veja abaixo:

 – 24 de Dezembro de 1997, às 21:00: “Ya UVB-76, Ya UVB-76. 180 08 BROMAL 74 27 99 14. Boris, Roman, Olga, Mikhail, Anna, Larisa. 7 4 2 7 9 9 1 4.

 – 09 de Dezembro de 2002, 04:18: “UVB-76, UVB-76. 62 691 IZAFET 36 93 82 70”.

– 21 de Fevereiro de 2006, 07:57: “UVB-76, UVB-76. 75-59-75-59. 39-52-53-58. 5-5-2-5. Konstantin-1-9-0-9-0-8-9-8-Tatiana-Oksana-Anna-Elena-Pavel-Schuka. Konstantin 8-4. 9-7-5-5-9-Tatiana. Anna Larisa Uliyana-9-4-1-4-3-4-8.”

Como se a rádio já não fosse assunto quente em fóruns e blogs sobre teorias da conspiração, sobrenatural e até alienígenas, as mensagens transmitidas pela rádio tornaram as pessoas ainda mais obcecadas com seu mistério. Principalmente porque as mensagens não pareciam pré-gravadas. Ocasionalmente, podia-se ouvir zumbidos manuais de microfone e até conversas distantes.

As pessoas passavam dias e noites seguidos ouvindo a rádio na esperança de que algo acontecesse. Até que em junho de 2010 ela ficou em silêncio por cerca de 24 horas — para o terror do fã clube.

Mas a pausa era o início de uma rotina de transmissões com um tempo cada vez mais curto. No dia 10 do mesmo mês, uma série de Código Morse foi transmitida por quatro minutos. Mais tarde, em setembro, um trecho de “Dança dos Pequenos Cisnes”, do balé “O Lago dos Cisnes”, invadiu a programação por 38 segundos.

As transmissões de letras e números misteriosos retornaram no dia 7 de setembro, quando a seguinte mensagem foi ao ar: “Mikhail Dmitri Zhenya Boris. Mikhail Dmitri Zhenya Boris. 04 979 D-R-E-N-D-O-U-T. T-R-E-N-E-R-S-K-I-Y”. A partir desse momento, o prefixo de todas as mensagens passou a ser “Mikhail Dmitri Zhenya Boris”, e não mais “UVB-76”. O que deu a entender que a rádio passara a ter um novo nome: MDZhB.

Base militar

Mais do que o nome, fica claro que a rádio também mudou de localização. Até então, as transmissões eram feitas em um local próximo à Pavarovo, uma pequena cidade militar a menos de 40km de Moscou, capital da Rússia. Fato que ficou provado depois que exploradores urbanos visitaram o lugar em busca das instalações da emissora.

Durante as buscas, eles ouviram de um morador local que a cidade tinha passado por uma grande tempestade. E que, sem explicações, o posto militar no qual a rádio funcionava havia sido evacuado em 90 minutos, de forma quase mágica, depois que uma densa neblina tomou o lugar.

Depois do desaparecimento obscuro, os bunkers tomados pela água da chuva guardavam apenas os equipamentos e pertences que foram deixados para trás. No meio da bagunça, um livro com anotações trazia todas as mensagens que já tinham sido transmitidas pela rádio. Fato que provou que ela realmente funcionava ali. Agora, era oficial e parte do mistério estava resolvido: The Buzzer era uma rádio comandada pelo exército — mesmo que o governo russo negasse qualquer envolvimento com o caso.

No vídeo, abaixo, é possível acompanhar um tour pelas instalações abandonadas:

Mais e mais dúvidas

Contudo, a antiga localização é a única informação concreta que se tem a respeito da rádio. Não se sabe quais são seus objetivos, o real significado (e intensão) das transmissões e nem o porquê — ou como, já que uma rádio de ondas curtas exige muita energia e dinheiro para ficar no ar — a emissora continua ativa até hoje.

O novo endereço também é uma incógnita. O que se sabe é que o sinal da rádio passou a ser enviado por meio de diversos transmissores. Muita gente trabalhou para triangular a localização exata. Ao que parece, ela se encontra em algum lugar perto da cidade de Pskov, a leste da fronteira com a Estônia.

Radio ao vivo

Mesmo depois de mais de 30 anos de transmissão, as conspirações envolvendo a rádio seguem firmes. Há quem diga que o mistério está relacionado à espionagem internacional, experiências secretas e até com o controle de lançamento de mísseis. Já outros vão mais longe e veem no comportamento da rádio um sinal do apocalipse. O fato é que a galera tem certeza  de que a emissora não é só mais uma simples rede de comunicação.

Quer entrar para o clubinho? É possível acompanhar a programação da rádio graças ao receptor de ondas curtas mantido pela University of Twente, na Holanda. Para ouvir o bip, bip é só entrar no site do Wide-band WebSDR e adicionar a frequência 4625 no campo indicado pela abreviatura “kHz”. Coloque a ferramenta no modo de banda USB e pronto. Quem sabe você não dá sorte e ouve ao vivo uma nova mensagem da UVB-76.

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UVB-76: a rádio russa fantasma que emite mensagens misteriosas

Conheça 20 mistérios que a ciência não foi capaz de decifrar: Cifras de Beale – Estes criptogramas começaram a ser discutido em 1865. O que se acreditava é que, quem os decifrasse, chegaria até um tesouro milionário enterrado por mineiros, liderados por Thomas J. Beale, em Virgínia, nos Estados Unidos. - Crédito: Historicair/33Giga/ND

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Os três enigmas chegaram ao público por meio de panfletos espalhados por um autor desconhecido. Até hoje, o código não foi decifrado, mas você pode tentar, pois eles estão disponíveis na internet. - Crédito: Historicair/33Giga/ND

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Mapa de Piri Reis – É um fragmento de um mapa feito pelo almirante, geógrafo e cartógrafo Piri Reis, em Constantinopla, em 1513. Este é o primeiro mapa que mostra a costa ocidental da Europa, a norte da África, a borda leste da América do Sul e a costa do Brasil. - Crédito: Domínio público /33Giga/ND

Mapa de Piri Reis – É um fragmento de um mapa feito pelo almirante, geógrafo e cartógrafo Piri Reis, em Constantinopla, em 1513. Este é o primeiro mapa que mostra a costa ocidental da Europa, a norte da África, a borda leste da América do Sul e a costa do Brasil. - Crédito: Domínio público /33Giga/ND

Muitos acreditam ainda que o mapa mostre a costa da Antártica com bastante riqueza de detalhes. Contudo, a região só foi descoberta muito tempo depois, em 1820. Até hoje os estudiosos não sabem afirmar exatamente quais foram os métodos usados pelo almirante para fazer o mapeamento. - Crédito: Domínio público /33Giga/ND

Muitos acreditam ainda que o mapa mostre a costa da Antártica com bastante riqueza de detalhes. Contudo, a região só foi descoberta muito tempo depois, em 1820. Até hoje os estudiosos não sabem afirmar exatamente quais foram os métodos usados pelo almirante para fazer o mapeamento. - Crédito: Domínio público /33Giga/ND

Linhas de Nazca - As linhas de Nazca, no Peru, são diversas figuras formadas por linhas rasas no solo. Criadas pela civilização de Nazca entre 400 e 650 d.C. As linhas formam imagens como macaco, aranha, cata-vento, passarinho, árvore, sapo, beija-flor e várias outras. - Crédito: Maria-Reiche/33Giga/ND

Linhas de Nazca - As linhas de Nazca, no Peru, são diversas figuras formadas por linhas rasas no solo. Criadas pela civilização de Nazca entre 400 e 650 d.C. As linhas formam imagens como macaco, aranha, cata-vento, passarinho, árvore, sapo, beija-flor e várias outras. - Crédito: Maria-Reiche/33Giga/ND

O mistério está por trás do significado dos desenhos. Não se sabe se eles têm a ver com religião, contagem de tempo, fertilidade do deserto ou até rituais. - Crédito: Maria-Reiche/33Giga/ND

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D.B Cooper - DB Cooper (nome fictício) sequestrou o Boeing 727 da Northwest Airlines, em 1971. Para devolver a aeronave, ele pediu uma quantia de US$ 200 mil. - Crédito: U.S. Federal Government/33Giga/ND

D.B Cooper - DB Cooper (nome fictício) sequestrou o Boeing 727 da Northwest Airlines, em 1971. Para devolver a aeronave, ele pediu uma quantia de US$ 200 mil. - Crédito: U.S. Federal Government/33Giga/ND

Quando conseguiu o dinheiro, pulou de pára-quedas do avião e nunca mais foi visto ou identificado. O caso é o único sequestro de avião sem solução da história da aviação dos Estados Unidos. - Crédito: U.S. Federal Government/33Giga/ND

Quando conseguiu o dinheiro, pulou de pára-quedas do avião e nunca mais foi visto ou identificado. O caso é o único sequestro de avião sem solução da história da aviação dos Estados Unidos. - Crédito: U.S. Federal Government/33Giga/ND

Manuscrito Voynich - O livro manuscrito e ilustrado contém um conteúdo incompreensível. Os especialistas acreditam que ele tenha sido escrito há cerca de 600 anos por um autor desconhecido. - Créditos: Beinecke Rare Book e Manuscript Library, Yale University./33Giga/ND

Manuscrito Voynich - O livro manuscrito e ilustrado contém um conteúdo incompreensível. Os especialistas acreditam que ele tenha sido escrito há cerca de 600 anos por um autor desconhecido. - Créditos: Beinecke Rare Book e Manuscript Library, Yale University./33Giga/ND

O manuscrito foi estudado por muitos criptógrafos, mas ninguém nunca conseguiu decifrá-lo. - Crédito: Beinecke Rare Book e Manuscript Library, Yale University./33Giga/ND

O manuscrito foi estudado por muitos criptógrafos, mas ninguém nunca conseguiu decifrá-lo. - Crédito: Beinecke Rare Book e Manuscript Library, Yale University./33Giga/ND

Taos Hum - O fenômeno ficou conhecido em 1991, na cidade de Taos, no Novo México (EUA). Por lá, parte da população local começou a ouvir um zumbido como o de um motor de carro, que vinha do nada. - Crédito: karol M/33Giga/ND

Taos Hum - O fenômeno ficou conhecido em 1991, na cidade de Taos, no Novo México (EUA). Por lá, parte da população local começou a ouvir um zumbido como o de um motor de carro, que vinha do nada. - Crédito: karol M/33Giga/ND

O ruído era muito baixo, mas igualmente irritante. Especialistas fizeram todo tipo de teste nos moradores e na região para chegar à causa do som, mas ela nunca foi totalmente esclarecida. - Crédito: nerolf-on-VisualHunt.com-CC-BY/33Giga/ND

O ruído era muito baixo, mas igualmente irritante. Especialistas fizeram todo tipo de teste nos moradores e na região para chegar à causa do som, mas ela nunca foi totalmente esclarecida. - Crédito: nerolf-on-VisualHunt.com-CC-BY/33Giga/ND

Kryptos - Jim Sanborn criou uma escultura cujo objetivo é mostrar como as coisas podem ser codificadas e resolvidas a partir de padrões e pistas. A obra conta com quatro mensagens enigmáticas, mas apenas três foram decodificadas. - Créditos: Jim-Sanborn/33Giga/ND

Kryptos - Jim Sanborn criou uma escultura cujo objetivo é mostrar como as coisas podem ser codificadas e resolvidas a partir de padrões e pistas. A obra conta com quatro mensagens enigmáticas, mas apenas três foram decodificadas. - Créditos: Jim-Sanborn/33Giga/ND

Atualmente, a escultura está na sede da Agência Central de Inteligência (CIA), no estado da Virginia (EUA), e nem os agentes mais gabaritados da CIA foram capazes de decifrá-la. - Créditos: United States federal government/33Giga/ND

Atualmente, a escultura está na sede da Agência Central de Inteligência (CIA), no estado da Virginia (EUA), e nem os agentes mais gabaritados da CIA foram capazes de decifrá-la. - Créditos: United States federal government/33Giga/ND

O incidente Max Headroom - Em 22 de novembro de 1987, um hacker invadiu o sinal de duas emissoras de televisão da cidade de Chicago (EUA). Em uma das invasões, a transmissão do sinal da WTTW foi interrompido e um homem mascarado de Max Headroom (personagem fictício de inteligência artificial) invadiu a tela em frente a um fundo listrado. - Crédito: reprodução YouTube/33Giga/ND

O incidente Max Headroom - Em 22 de novembro de 1987, um hacker invadiu o sinal de duas emissoras de televisão da cidade de Chicago (EUA). Em uma das invasões, a transmissão do sinal da WTTW foi interrompido e um homem mascarado de Max Headroom (personagem fictício de inteligência artificial) invadiu a tela em frente a um fundo listrado. - Crédito: reprodução YouTube/33Giga/ND

Durando o incidente, o homem falou frases desconexas, fez críticas a fatos da época, riu muito e chegou até a mostrar suas nádegas. Os responsáveis nunca foram identificados. - Crédito: Reprodução YouTube /33Giga/ND

Durando o incidente, o homem falou frases desconexas, fez críticas a fatos da época, riu muito e chegou até a mostrar suas nádegas. Os responsáveis nunca foram identificados. - Crédito: Reprodução YouTube /33Giga/ND

UVB-76 (Rádio Russa) – Transmitida desde a década de 80, a UVB-76 é uma estação de rádio de ondas curtas na Rússia que ficou conhecida como The Buzzer. O apelido veio do fato de a emissora transmitir apenas um bip, bip, bip monótono sob um chiado constante, 24 horas por dia. - Crédito: a7m2 on Visualhunt.com/33Giga/ND

UVB-76 (Rádio Russa) – Transmitida desde a década de 80, a UVB-76 é uma estação de rádio de ondas curtas na Rússia que ficou conhecida como The Buzzer. O apelido veio do fato de a emissora transmitir apenas um bip, bip, bip monótono sob um chiado constante, 24 horas por dia. - Crédito: a7m2 on Visualhunt.com/33Giga/ND

Como se isso já não a tornasse misteriosa o bastante, ocasionalmente, o sinal é interrompido por uma voz para anunciar números e nomes, aparentemente, sem conexão. - Crédito: Adam Nowak on Visualhunt/33Giga/ND

Como se isso já não a tornasse misteriosa o bastante, ocasionalmente, o sinal é interrompido por uma voz para anunciar números e nomes, aparentemente, sem conexão. - Crédito: Adam Nowak on Visualhunt/33Giga/ND

Karin Catherine Waldegrave - Em 2011, o perfil de Karin Catherine Waldegrave chamou a atenção no Facebook por suas publicações sem sentido, escritas em vários idiomas. - Crédito: Reprodução Facebook/33Giga/ND

Karin Catherine Waldegrave - Em 2011, o perfil de Karin Catherine Waldegrave chamou a atenção no Facebook por suas publicações sem sentido, escritas em vários idiomas. - Crédito: Reprodução Facebook/33Giga/ND

A moça também comentava as próprias postagens — uma delas chegou a ter 700 comentários feitos em um período de 12 horas. Atualmente, a página não existe mais e ninguém conseguiu descobrir quem era Karin. - Crédito: ytiming/33Giga/ND

A moça também comentava as próprias postagens — uma delas chegou a ter 700 comentários feitos em um período de 12 horas. Atualmente, a página não existe mais e ninguém conseguiu descobrir quem era Karin. - Crédito: ytiming/33Giga/ND

A inscrição de Shugborough - Em Staffoerdshire, na Inglaterra, há uma escultura com inscrições misteriosas que especialistas tentam decifrar há mais de 250 anos. - Crédito: Paul-Barlow/33Giga/ND

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