Altair Magagnin

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Ainda é cedo para inocentar Paulo Bauer, assim como foi precoce a sua condenação

Atualizado

Ainda é cedo para inocentar Paulo Bauer (PSDB), assim como foi precoce a sua condenação. Nesta quinta-feira (6) fará um ano que o ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a abertura de um inquérito para investigar os crimes de corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro, supostamente cometidos pelo então senador. Nesta época do ano passado, estávamos em plena pré-campanha eleitoral e Bauer era o candidato tucano ao governo de Santa Catarina.

Na segunda-feira, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, determinou a rescisão do acordo de delação premiada do ex-diretor de Relações Institucionais da empresa Hypermarcas, hoje Hypera Pharma, Nelson Mello. A informação foi divulgada no dia seguinte pelo MPF (Ministério Público Federal). Na delação, Mello afirmou que Bauer teria recebido R$ 11,5 milhões em doações não-contabilizadas – caixa 2 – na campanha ao governo do Estado em 2014.

“Não muda o que disse, mas desacredita totalmente”, diz Paulo Bauer sobre delação

Cabe ao relator da Operação Lava Jato, o ministro Edson Fachin, analisar a determinação de Raquel Dodge e decidir se homologa ou não a rescisão do acordo de colaboração de Nelson Mello. Por isso, é cedo para inocentar Bauer.

Paulo Bauer – Pedro França/Senado/ND

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