Altair Magagnin

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Casos de feminicídio em SC custaram R$ 424 milhões ao Estado entre 2011 e 2018

Atualizado

Os casos de feminicídios registrados entre 2011 e 2018 em Santa Catarina custaram cerca de R$ 424 milhões para os cofres públicos. Os gastos envolvem desde campanha de prevenção até à investigação do crime e demais serviços que o Estado presta às vítimas e seus familiares.

“O Estado está gastando muito com um problema que já poderia ter sido evitado. Se uma parcela desse custo fosse usada para a prevenção, traria um resultado muito melhor na redução do índice de violência contra a mulher”. Os números e a opinião são da procuradora do Ministério Público de Contas, Cibelly Farias, e foram apresentados durante audiência pública promovida pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa.

Realizada na sexta-feira (31), em Florianópolis, a reunião tratou sobre o aumento dos casos de violência contra as mulheres.

  • 26 casos de feminicídio registrados em 2019
  • 19.148 casos de violência doméstica registrados em 2018
  • Violência doméstica foi o sexto maior número de casos registrados na Polícia Civil no ano passado, superando tráfico de drogas, por exemplo, com 10.337 casos registrados

“Mais uma vez ficou muito claro que os órgãos competentes, cada um na sua esfera, fazem um trabalho excepcional. Mas temos que unir todos para fortalecer efetivamente a rede institucional de combate à violência contra a mulher. Precisamos ter ações conjuntas sendo realizadas de modo agregado.”

Marlene Fengler (PSD), deputada autora do requerimento para as reuniões

“À medida que a mulher se sente à vontade e encorajada para acessar esses serviços, ela vai ter maior disposição para fazer a denúncia e assim cessar esse tipo de violência que está inserida.”

Marcelo Volpato de Souza, juiz do juizado da Violência Doméstica da comarca de Florianópolis

“O feminicídio teve um crescimento muito grande de 2018 para 2019, por isso estamos com a atenção mais do que redobrada. Os delegados estão atentos ainda mais para as situações que podem gerar riscos para a mulher e se for necessária uma medida cautelar, como a prisão do agressor, a Polícia Civil fará a representação.”

“Desde 2006, com a Lei Maria da Penha, tudo vem melhorando para a proteção da mulher. Temos leis que regulamentam a situação e tratam de maneira especial e diferenciada a questão sempre com foco na proteção da vítima.”

Patrícia Zimmermann D’Ávila, coordenadora das Delegacias de Polícia de Atendimento à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso

As informações são da Agência AL.

Audiência sobre feminicídio

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