Altair Magagnin

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Depois de fazer “arminha” na campanha, Carlos Moisés diz agora que gesto é “sandice”

Atualizado

O governador de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL), concedeu entrevista à “Folha de S.Paulo”, publicada nesta quarta-feira (14), e procurou descolar sua imagem da do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Durante a campanha, Moisés se apresentava como “o governador do Bolsonaro”. Dizia que “não existe meia mudança”, ou seja, que o voto deveria ser no 17 tanto para a presidência, quanto para o governo.

Entrevista de Moisés para a “Folha” – Reprodução/ND

Depois de surfar a onda, hoje eleito, Moisés rejeita o rótulo. Companheiros de campanha, “o pessoal da arminha”, gesto que outrora fez, agora classifica como “sandice”. Veja a foto abaixo, ao lado do candidato ao Senado, Lucas Esmeraldino (PSL).

Lucas Esmeraldino e Carlos Moisés – Divulgação/ND

Na campanha eleitoral vale tudo. E depois?

Depois, Moisés procura dar seu tom à administração catarinense. Questionado, o governador respondeu sobre a polêmica do momento, a questão do aumento de impostos sobre defensivos agrícolas, “na contramão do que faz o governo de Bolsonaro”, frisou a repórter na pergunta.

Moisés disse que “agrotóxico não é bom”. “Aplicar isenção sobre agrotóxico é uma excrecência política, jurídica, é uma irresponsabilidade de gestão”, acrescentou. “Qualquer pessoa que raciocine um pouco, que saia do padrão mediano, vai entender que não se pode incentivar o uso”, completou, em frontal ataque ao setor produtivo catarinense.

Moisés virou figurinha de WhatsApp – Reprodução/ND

Reação

Foi “péssima” a repercussão da entrevista de Moisés à “Folha” entre os bolsonaristas. O sentimento é de traição e de que o governador agora só quer “agradar o PSOL”, disse uma fonte. Só não foi pior porque muitos estão brindados com cargos no governo. Esses comissionados já entenderam o recado de que é proibido reclamar. Moisés virou até meme, sendo comparado com uma melancia: verde por fora e vermelho por dentro.

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