Altair Magagnin

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Esperidião Amin e Jorginho Mello estão ao lado de Sergio Moro

Por iniciativa própria, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, irá quarta-feira à reunião da CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) do Senado. Quer esclarecer as notícias publicadas na imprensa sobre a suposta colaboração com procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato. O presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre, que marcou o encontro para as 9h, avalia que o momento exige “cautela e responsabilidade”. Ou seja, ficou em cima do muro. Já a maioria da bancada catarinense no Senado tomou lado.

Procurados pela coluna, os senadores Esperidião Amin (PP) e Jorginho Mello (PL) saíram em defesa de Moro. Dário Berger (MDB), de licença médica, não atendeu as ligações.

Jair Bosonaro e Sergio Moro – Reprodução/ND

Para Amin, as revelações não passam de “um grande factoide”. Quem está “ao lado desse factoide”, disse, são aqueles que querem fugir das punições aplicadas pela Lava Jato, os que estão “a serviço do mal”. Para o catarinense, o vazamento foi “contratado, pago e sistematizado”, mas “será descoberto”. Amin rechaça que o teor venha de um “hacker”, mas sim de uma “agência de espionagem”, que será revelada, reforçou.

Jorginho define o ataque contra Moro como “picareta fazendo barulho”. O intuito, na mesma linha do que disse Amin, é prejudicar os desdobramentos da Operação Lava Jato. Conforme o catarinense, Moro “tem muito crédito para gastar”, por ter feito “um trabalho diferenciado”, que “nenhum juiz fez até hoje”. “Tem minha total confiança”, arrematou, repetindo que, “quem está gemendo é picareta e corrupto”.

Um precisa e conta com o outro

Uma longa meia semana separou a explosão do caso Sergio Moro e as primeiras declarações do seu chefe, o presidente Jair Bolsonaro (PSL). O entendimento da cúpula política foi de que seria melhor esperar os desdobramentos. A constatação é que a imagem do ministro está, sim, arranhada, mas não a ponto de forçar a pressão pela sua saída da pasta. Moro precisa de Bolsonaro e Bolsonaro de Moro. Por enquanto, um consegue sustentar o outro.

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