Altair Magagnin

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“Eu não sou beneficiário, vai ficar comprovado na investigação”, diz Julio Garcia

Atualizado

Depois do pronunciamento na tribuna da Assembleia, o presidente Julio Garcia concedeu entrevista coletiva. A seguir, os principais pontos dos 18 minutos de conversa.

O que já analisou do caso. “A operação começa de uma forma e aos poucos vai juntando peças, o que é muito natural. Existem informações desencontradas e muitas situações a serem explicadas.”

Acusação de ser beneficiário. “Não tenho conhecimento de nenhum ilícito praticado. Evidentemente que eu não sou beneficiário, isso vai ficar comprovado ao longo da investigação.”

Entrevista coletiva após pronunciamento – Rodolfo Espínola/Agência AL/ND

Eventual pedido de licença. “Se houver necessidade, sem nenhum problema. As manifestações de hoje [dos deputados] disseram que não há necessidade.”

Relações com Nelson Nappi Junior. “Sou padrinho de casamento, somos muito amigos. Tenho confiança nele. Reafirmo, não conheço nenhum ilícito que ele tenha praticado. Se as investigações chegarem a uma conclusão diferente…”

Como foi a abordagem da PF. “Foi uma operação normal, sem nenhum problema.”

Acusações contra a irmã, Lucia de Fátima Garcia. “Eu conheço a minha irmã desde que ela nasceu, é mais nova que eu. Se você ler o inquérito, não havia nenhum motivo para ter ilação. O patrimônio da minha irmã é uma kitnet que ela ganhou da minha mãe.”

Interferências políticas no caso. “Acho que não. Começaram uma investigação, conseguiram algumas ligações. Se você souber com quantas pessoas eu falo todos os dias no telefone. Sou muito transparente nessas conversas. Não tenho o que esconder […] Vou continuar a minha atividade normalmente, presidir a sessão, estabelecer as pautas e tocar isso para frente.”

Mesa diretora assiste Julio Garcia – Rodolfo Espínola/Agência AL/ND

Reflexos no projeto político. “Não tenho projeto político. Quero poder ter condições de cumprir o meu mandato como presidente da Assembleia e como deputado. Não tenho nenhuma ambição, já passei dessa fase.”

Contratos terceirizados. “Como presidente, tomei a seguinte decisão: substitui o diretor de Tecnologia [Nelson Nappi], antes de receber a decisão judicial. Designei para o cargo, cumulativamente, o diretor-geral [Neroci da Silva Raupp]. Determinei que suspendesse todo processo em curso e também que fossem revisados todos os contratos existentes, inclusive da prestadora de serviço citada. Eu não tenho nenhum compromisso com o erro.”

Relações de Nappi com o sítio. “Nappi, em determinado período, advogou para mim como amigo e ficou encarregado de fazer essa regularização. Talvez aí esteja a confusão. Mas, quem me conhece e frequenta esse meu terreno, há mais de 20 anos, tenho muitas provas a apresentar para me defender.”

Abusos na divulgação da operação. “Tem que receber tudo isso com serenidade. Se perguntar se é fácil, não é fácil. Enfrentar uma situação como essa com serenidade não é fácil, é difícil. […] Por dentro eu estou forte. […] Nós tivemos recentemente um episódio em Florianópolis que terminou em suicídio. O reitor [da UFSC, Luís Cancelier] não teve forças para superar. Eu vou ter forças. Tenho família, filho, responsabilidade.”

Assista à entrevista

Publicado por ND Mais em Terça-feira, 4 de junho de 2019

Primeiro pronunciamento. “Eu cumpri meu papel. Entendi que devesse ser na Assembleia, em respeito aos deputados e servidores. É preciso que fique claro que não tem nenhum episódio que envolva a Assembleia Legislativa.”

Harmonia entre os poderes. “Os trabalhos e a harmonia dos poderes vão continuar. Prezo muito por isso. Teremos muitas situações em que vamos precisar contribuir, a Assembleia tem dado uma contribuição muito expressiva ao Estado e ao próprio governo. Em diversos episódios, desde fevereiro, a assembleia vem agindo dessa forma e vai continuar agindo. É preciso separar. Está correndo um processo e é preciso tocar a vida.”

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