Altair Magagnin

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“Já perdemos seis meses, estamos atrasados”, diz Celso Maldaner, sobre eleições de 2020

A missão do presidente eleito do MDB catarinense é reestruturar a legenda para as eleições de 2020. O trabalho passa pela articulação para derrubar a atual cúpula nacional. O projeto de renovação passa pela senadora sul-mato-grossense Simone Tebet. O caminho é importante para 2022, onde o nome para concorrer ao governo do Estado é Dário Berger, mesmo com eventuais arestas da convenção de sábado a serem aparadas.

Passada a convenção, quais serão os próximos passos?

Agora nós estamos trabalhando para compor a Executiva. Estaremos reunidos [terça-feira] com as bancadas estadual e federal para indicar os 15 membros. A grande preocupação é com o trabalho que vamos fazer visando eleições. Pretendo cumprir os três pilares que prometi durante a campanha: transparência, diálogo e trabalho. O partido precisa voltar à origem, ouvir a militância. Proporcionalmente, o MDB de Santa Catarina é o maior do Brasil. Passada esta etapa estadual, a meta agora é trocar tudo em Brasília.

Qual será a estratégia nacional?

Nós vamos reunir todos os presidentes estaduais e vamos ao encontro da senadora Simone Tebet [MS]. O nome dela é o que está sendo falado. Também, o Pedro Simon [RS], como presidente de honra. Fala-se também no ex-deputado federal Daniel Vilela [GO], um guri bom, que não tem rabo preso com ninguém. Precisamos trazer credibilidade, as origens, do tempo do Ulysses Guimarães. Não vamos aceitar que a cúpula continue a decidir sem ouvir as bases. Em Santa Catarina temos um MDB diferente, que temos orgulho.

Os partidos tradicionais partidos vivem desgastes. Como estancar esse desgaste no MDB?

Eu fui três vezes prefeito, secretário regional por três anos, e estou no quarto mandato federal. A maneira que eu encontrei para pagar o que eu devo ao partido é me dedicar durante dois anos, de corpo e alma, ao partido. Precisamos mostrar à juventude que o MDB catarinense é diferenciado do nacional. É o partido da resistência, que enfrentou a ditadura. Agora, as bandeiras são outras. Vamos fazer seminários, discutir, ouvir os segmentos Jovem, Mulher, vamos trabalhar, preparar os candidatos para as eleições de 2020. Já perdemos seis meses, estamos atrasados, está na hora de começar a trabalhar.

Como ficou a situação Dário. O senhor acredita que ele poderá sair do partido ou continua cotado como candidato a governador?

O Dário é a nossa estrela. Podem surgir outros líderes, como o prefeito Udo [Döhler, de Joinville], se eleger o sucessor, o [Antídio] Lunelli, de Jaraguá do Sul, o Gean [Loureiro, de Florianópolis], infelizmente saiu do partido, é carta fora do baralho, mas o senador Dário seria, naturalmente, o candidato a governador. Ano que vem temos as eleições municipais, e vai depender do nosso trabalho. O resultado não denegriu em nada o senador, pelo contrario, mostrou que ele é democrático, aceitou o resultado.

Convenção do MDB-SC

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