Jorginho Mello defende Moro, faz ressalvas a Bolsonaro e dispara contra Olavo de Carvalho

Quando o interlocutor começa a enrolar durante uma conversa, Jorginho Mello (PL) logo diz, “para de rodear o toco”. É uma expressão que ele utiliza para defender a “conversa reta”. Na tarde dessa sexta-feira, o senador visitou a sede do Grupo RIC. Reto, o bate-papo foi transmitido ao vivo pelo ND+. A íntegra está no blog da coluna e os principais trechos a seguir. Não poupou críticas ao presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Jorginho Mello em entrevista a jornalistas do Grupo RIC – Flavio Tin/ND

Dá para falar reto na política de hoje em dia?

Eu sempre falei. É por isso que eu sobrevivi até hoje. Quem faz política faz para os outros. Quem entrou na política e ficou rico, vai investigar porque é ladrão. Ninguém fica rico na política trabalhando honestamente.

Como o senhor avalia a repercussão do caso Sergio Moro?

Estão querendo fazer um cavalo de batalha. Eu tô com ele e não abro. Tem muito corrupto que está querendo melar a Lava Jato, anular as sentenças. Moro simboliza botar poderoso na cadeia, mexer com grandes empresas que estavam roubando e nunca ninguém fez nada. Eu tô defendendo ele de graça, porque admiro o que ele fez, e fez bem para o Brasil. A Lava Jato é um patrimônio do Brasil, ninguém vai acabar com isso. Vamos passar o país a limpo.

Por que o senhor votou a favor do decreto das armas, na CCJ?

Os votos que dou, procuro estar bem informado e sintonizado com a sociedade. O presidente Jair Bolsonaro [PSL] teve 75% dos votos em Santa Catarina. Pode falar o que quiser, mas ele está apresentando as pautas que propôs [na campanha]. Nós perdemos na comissão, agora vai para o plenário. Se perder, ele vai fazer outro decreto, mais restritivo, ou um projeto de lei. O decreto tem mais rapidez, o projeto é mais perene. Eu entendo que gente responsável pode ter arma para se defender. Tem os critérios pré-estabelecidos, não é para qualquer um. A bandidagem está com arma e a família de bem não tem absolutamente nada.

Proporcionalmente, Santa Catarina deve dar o maior número de votos a favor da Nova Previdência. É possível esperar um retorno em obras e ações para o Estado?

Não pode esperar muito não. Temos que trabalhar como a gente sempre trabalhou. Se as nossas obras não pararam, é pela atuação da bancada. Não estão andando com a velocidade que a gente quer. Estão andando a passo de tartaruga. Mas é o possível. Não é nós votando a reforma da Previdência que vai acontecer uma chuva de recursos para Santa Catarina. O governo está quebrado, vive vendendo o almoço para comprar a janta. Santa Catarina merece ser melhor tratada pelo governo federal.

Assista à íntegra da entrevista, transmitida pelo ND+

Entrevista com o senador Jorginho Mello (PL).

Publicado por ND Mais em Sexta-feira, 14 de junho de 2019

Como o senhor avalia o Governo Bolsonaro?

Um governo que precisa conversar mais com o Congresso, que não pode negar a política. Esse negócio de nova política ou velha política é besteira. Só existe um tipo de política, a descente. Essa conversa mole de nova política ou velha política é cafona. Ele precisa ter uma base no Congresso. Ele tem um bando de gente que atira para tudo quanto é lado. Todas as boas iniciativas que o presidente encaminhar, não tenho dúvida, que vai ter aprovação. Mas precisa se relacionar. Todos os caminhos são via política.

Qual é o rumo para o Brasil?

Acalmar. O presidente tem que ser o primeiro, e muitas vezes ele não é. Tem que esfriar a chapa, a chapa está muito quente. Os poderes têm que se respeitar mais. A economia tem que voltar a girar. A economia girando, voltando o nível de emprego, as coisas vão começar a acontecer. Depois disso, precisa se preocupar, efetivamente, com Educação. O Brasil só vai mudar, daqui há 10, 15 anos, se investir na Educação Básica, não tem conversa. O governo precisa tomar posição. Mas, infelizmente, bota um ministro louco [Ricardo Veléz], depois bota outro ministro mais ou menos louco [Abraham Weintraub]. A gente tem tido azar na área da Educação, o presidente não está sendo feliz nas escolhas.

Então o senhor é crítico aos que seguem Olavo de Carvalho?

Aquele Olavo lá é um debiloide, um louco. Ele fuma e cospe no chão. Então, brincadeira, não dá para ouvir uma pessoa assim. Nem conheço e nem quero conhecer.

Dito tudo isso, o senhor é situação ou oposição?

Eu sou independente. Eu sou do Partido Liberal, nós aprovamos bons projetos. Votei no Bolsonaro e me considero um senador independente. Sou a favor do Brasil e de Santa Catarina.

Como o senhor avalia o governo Carlos Moisés? O deputado Maurício Eskudlark, do partido que o senhor preside, é o líder do governo na Assembleia.

É bom que fique claro. O partido não está no governo. Teve um convite particular ao deputado Maurício Eskudlark e ele aceitou por conta e risco, não com apoio do partido. Até porque, eu perdi a eleição, o meu candidato foi o Mauro Mariani [MDB]. A gente tem que ter coerência. Sou senador para ajudar o governo e tenho ajudado em todos os momentos em que ele tem nos procurado em Brasília. Essa é a minha missão, ajudar o Estado que represento. Ele vai ter que dar uma cara para o governo, e está dando. Tomara que vá bem, não quero que vá mal. Quem faz política precisa que o outro se dê bem, porque quem ganha com isso é a sociedade.

O senhor é candidato ao governo em 2022?

Ainda é cedo. Claro que, ser governador de Santa Catarina, seria uma honra para qualquer pessoa que faz política, como eu faço. Mas, a gente começou o mandato de senador agora. Temos que cuidar para fazer bem feito. Ser candidato é consequência, lá para frente.

Jorginho Mello defende Moro, faz ressalvas a Bolsonaro e dispara contra Olavo de Carvalho

Jorginho Mello em entrevista a jornalistas do Grupo RIC - Flavio Tin/ND

Jorginho Mello em entrevista a jornalistas do Grupo RIC - Flavio Tin/ND

Jorginho Mello em entrevista a jornalistas do Grupo RIC - Flavio Tin/ND

Jorginho Mello em entrevista a jornalistas do Grupo RIC - Flavio Tin/ND

Jorginho Mello em entrevista a jornalistas do Grupo RIC - Flavio Tin/ND

Jorginho Mello em entrevista a jornalistas do Grupo RIC - Flavio Tin/ND

Jorginho Mello em entrevista a jornalistas do Grupo RIC - Flavio Tin/ND

Jorginho Mello em entrevista a jornalistas do Grupo RIC - Flavio Tin/ND

Jorginho Mello em entrevista a jornalistas do Grupo RIC - Flavio Tin/ND

Jorginho Mello em entrevista a jornalistas do Grupo RIC - Flavio Tin/ND

Jorginho Mello em entrevista a jornalistas do Grupo RIC - Flavio Tin/ND

Jorginho Mello em entrevista a jornalistas do Grupo RIC - Flavio Tin/ND

Jorginho Mello em entrevista a jornalistas do Grupo RIC - Flavio Tin/ND

Jorginho Mello em entrevista a jornalistas do Grupo RIC - Flavio Tin/ND

Jorginho Mello em entrevista a jornalistas do Grupo RIC - Flavio Tin/ND

Jorginho Mello em entrevista a jornalistas do Grupo RIC - Flavio Tin/ND

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