No PSL catarinense, a crise entre os deputados só aumenta

Atualizado

A confusão interna do PSL catarinense continua a todo vapor. Um dia após três deputados federais de Santa Catarina do PSL terem pedido ao partido nacional a destituição de Lucas Esmeraldino (PSL) à frente da Executiva em SC, foi a vez dos deputados estaduais reagirem. Ontem, um manifesto enviado pelo deputado estadual eleito Ricardo Alba (PSL) apoiava o trabalho feito por Esmeraldino em Santa Catarina na montagem e condução do partido no Estado.

No documento, constava o nome dos seis eleitos pelo partido em Santa Catarina, mas sem assinaturas. Além de Alba, estão ali Ana Caroline Campagnolo, Coronel Mocelin, Felipe Estevão, Jessé Lopes e Sargento Lima. Só que Felipe Estevão afirma que não autorizou a inclusão do nome dele no documento, ficando exposto em meio à polêmica. “Entendo a legitimidade dos dois lados, defendo a permanência do Lucas, mas ao mesmo tempo ele foi centralizador, falhou feio ao impedir que deputados federais participassem do processo de construção do partido”, disse ele. Para Estevão, a nota dos deputados estaduais foi precipitada.

Ricardo Alba enviou pelo WhatsApp aos seis deputados o pedido para o envio do documento. Para Alba, o posicionamento dos deputados federais do PSL foi um equívoco. “Isso poderia ter sido discutido internamente. Divergências partidárias existem. Foi levado ao público uma questão que não deveria. Lucas cometeu equívocos, mas teve muito mais méritos do que deméritos. O caminho é a construção, e não a segregação”, pontuou. Nesta sexta, Alba, Estevão e outros deputados do PSL vão se reunir para afinar a comunicação. O presidente estadual do PSL, Lucas Esmeraldino, está analisando a situação e, segundo sua assessoria de imprensa, ainda não irá se manifestar.

Em SC

O vice-presidente nacional do PSL, Antônio de Rueda, virá a Santa Catarina na próxima semana para tratar da crise instalada no partido catarinense.

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