Altair Magagnin

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Operação Chabu cita compra de carro por R$ 170 mil por Gean Loureiro; prefeito explica

Atualizado

Alertas do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) sobre movimentações financeiras supostamente suspeitas feitas pelo prefeito afastado Gean Loureiro (MDB) e trocas de mensagens para a manutenção da mulher de um dos envolvidos na Operação Chabu em cargo público são narrados no despacho do desembargador federal Leandro Paulsen, do TRF-4 (Tribunal Regional Federal), que embasou o pedido de prisão do prefeito de Florianópolis na terça-feira (18).

Gean Loureiro – Anderson Coelho/ND

Sobre os dois fatos, Gean Loureiro nega irregularidades. “Ambos os fatos, de acordo com o despacho do desembargador, não estariam ligados ao pedido de prisão temporária”, afirmou a assessoria do prefeito.

Compra de carro no valor de R$ 170 mil

Sobre as questões financeiras, o despacho narrou como “possível elemento de prova” um alerta emitido pelo Coaf quanto à “movimentação suspeita consistente” na compra de um carro no valor de R$ 170 mil “mediante pagamento em espécie”.

Ainda conforme o Coaf, também houve “movimentações financeiras suspeitas” feitas por Gean com uma corretora de seguros. Teria ocorrido “resistência” no fornecimento de informações, ou “fornecimento de informações incorretas” quanto à operação de seguro.

CONTRAPONTO

Sobre a compra do carro, a assessoria de Gean afirma que o assunto “não foi questionado no depoimento e não parece ter qualquer ligação com a operação”. A assessoria confirma que o assunto está nos autos do processo e esclarece que, “de fato”, “o carro é do prefeito”, e “é utilizado para trabalhar”.

Foto meramente ilustrativa do Volvo XC 60 – Reprodução/ND

O carro é um Volvo modelo XC 60, ano 2017, comprado em 7 de dezembro de 2017. Como entrada, Gean teria dado um Ford modelo Edge, ano 2013, no valor de R$ 80 mil. “Foi dado o carro anterior, mais o restante. Isso tudo está declarado no Imposto de Renda do prefeito e com o número da nota fiscal”, informou a assessoria.

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