Altair Magagnin

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Servidores do MP-SC querem folga para assistir seleção feminina; pedido é indeferido

Atualizado

A flexibilização do horário de expediente durante os jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo de Futebol Feminino foi solicitada pelo sindicato da categoria para os servidores do MP-SC (Ministério Público de Santa Catarina). O pedido foi indeferido pelo procurador-geral Fernando da Silva Comin.

Mulheres do Brasil comemoram gol contra a Jamaica – Divulgação/ND

Em ofício encaminhado nessa quarta-feira (12), o presidente do Simpe-SC (Sindicato dos Servidores do MP-SC), Gilmar Rodrigues, solicita a adoção dos mesmos critérios determinados, por meio de portaria, para a Copa do Mundo de Futebol Masculino, em 2018.

A justificativa é que “o tratamento entre homens e mulheres deve ser equânime”.

“Entendemos que o apoio e o apreço ao futebol feminino não deve ser visto como homenagem às mulheres, mas como legítimo e natural.”

Gilmar Rodrigues, presidente do Simpe-SC

Nesta quinta-feira (13), dia do jogo das mulheres do Brasil contra a Austrália, Comin indeferiu o pedido. Conforme a justificativa, o procurador-geral alerta que a competição já está em andamento. “A tabela da competição foi definida há meses. Durante esse período, não houve pedido no tocante à flexibilização do horário”, escreveu Comin, lembrando que não há registo de decisões neste sentido nos outro sete mundiais disputados pela seleção feminina.

Comin afirmou também que não houve adoção de expediente diferenciado no Poder Judiciário. “O acatamento traria transtornos às atividades, pois provocaria discrepância entre os expedientes das duas instituições”, afirmou.

“Diferentemente do que ocorre durante a Copa do Mundo masculina, todos os demais serviços de interesse coletivo neste Estado continuam a ser oferecidos normalmente, sem ajustes de horário, o que tornaria isolada qualquer iniciativa do MP-SC neste sentido.”

Fernando da Silva Comin, procurador-geral do MP-SC

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