Farinha pouca, meu pirão primeiro

Recebo anotações de algumas pessoas sobre essa complexa questão da faixa de terra doada por Santa Catarina à UFSC e que é indispensável à duplicação da rua Deputado Antônio Edu Vieira. Leonardo Schmidt explica: “Antes de mais nada é necessário esclarecer que a Lei Estadual nº 13.000, de 18 de junho de 2004, é a origem de toda essa pendenga com a UFSC sobre a cessão da área para a duplicação da rua Antônio Edu Vieira. Sancionada pelo então governador Luiz Henrique, ‘coincidentemente’ três meses antes da eleição municipal e logo após a prefeita Angela Amin ter firmado o contrato de financiamento do Fonplata para a execução da duplicação. Por essa lei o Estado doou a área que sempre esteve reservada para o alargamento da via!”. Claro que, uma vez “proprietária” da área, a UFSC viu-se no direito de criar todas as dificuldades que temos testemunhado há pelo menos dez anos. Mais observações: “O chefe de gabinete da UFSC afirmou na audiência pública que a universidade será compensada pela prefeitura por ‘estar abrindo mão de um patrimônio tão valorizado, com valor estimado superior a R$ 80 milhões’”. Ainda: “O professor e vereador Lino Peres disse que o planejamento da cidade está totalmente errado, pois em decorrência dos transtornos que provocam, grandes empreendimentos e nem o Centro Administrativo do Estado e muito menos o aeroporto deveriam estar localizados na Ilha. Mas o professor não respondeu à pergunta de um morador do Santa Mônica sobre, se dentro dessa lógica, a UFSC também não deveria estar localizada fora da Ilha! Ou seja, meu pirão primeiro…”.

O Conselho

A pedido de leitores, segue a composição do Conselho Universitário da UFSC: reitora Roselane Neckel, vice-reitora Lúcia Helena Martins Pacheco, professores Julian Borba, Joana Maria Pedro, Jamil Assreuy Filho e Edison da Rosa; mais diretores, vice-diretores titulares ou suplentes dos 11 centros de ensino, quatro representantes das câmaras (Graduação, Extensão, Pesquisa e Pós-Graduação), representantes dos professores de educação básica, da comunidade (federações), do corpo técnico-administrativo da universidade e do corpo discente (alunos).

Falta cadeia

Autoridades policiais, em especial da PMSC, têm manifestado preocupação cada vez maior com a escalada do crime na Grande Florianópolis. E uma questão aflora ao debate: se a lei mudar, mandando para a cadeia todos os chinelões que praticam esses crimes, haverá cárcere suficiente? A resposta é simples: a lei mudou exatamente porque não há cadeia para todos.

Estender a mão

O que há nas ruas da Grande Florianópolis é uma dura realidade social e de saúde: o elevado consumo de crack. Diminuir a dependência, por meio de medidas emergenciais, abrangendo uma ampla força-tarefa, é a única forma de reduzir a violência. Mas quem se dispõe a enfrentar um problema que afeta toda a sociedade? Como me disse o secretário de Assistência Social de São José, Lédio Coelho, “é preciso estender a mão” para a população de rua.

Sangue novo

Boa praça Joel Costa Júnior, fundador da União da Ilha da Magia, é o novo presidente da Liesf (Liga das Escolas de Samba de Florianópolis). Derrotou Carlos Henrique Bittencourt na eleição realizada na quarta-feira, 30 de abril. Jovem, Joel tem a chance histórica de revitalizar e dinamizar o Carnaval na capital catarinense. Menos dependência do poder público é um dos desafios.

Quanto pior…

Uma reflexão sobre a campanha presidencial, que nem começou oficialmente mas já está bombando nas redes sociais: por que os adversários concentram energias na desconstrução dos adversários? Não se vê um pingo, um mínimo de projeto razoável para o futuro do Brasil. Tudo que sai na internet é marcado pelo ódio, pela intolerância, pela estupidez.

Trajetórias

Moacir Marafon (Softplan), Cesar Olsen (Olsen) e José Antunes (Engevix) são os palestrantes da quinta edição do Ponto da Virada, evento corporativo marcado para o dia 7 deste mês, na Fiesc, a partir das 19h15, com apoio do Grupo RIC. As inscrições estão abertas e podem ser feitas no site www.pontodavirada.com.

Celular e volante

“Se um policial ficasse parado por 10 minutos só observando os motoristas na avenida Beira-Mar Norte (ou qualquer outra avenida movimentada nas grandes cidades), pegaria no mínimo uns 20 motoristas com uma mão no volante e outra no celular. Incrível a quantidade de motoristas guiando e falando ao telefone ao mesmo tempo! E ninguém tem medo de ser multado!”. Observação de Leonardo Contin da Costa. Acrescento: ninguém tem medo de perder o controle do veículo.

Disse tudo

“Esse negócio de que todo mundo é macaco é tão retardado, mas tão retardado, que me recuso a comentar mais que isso”. Clarissa Peixoto, nas redes sociais.

Divulgação/ND

Relíquias…

Abre na segunda-feira (5), no Palácio Cruz e Sousa, a exposição Memória da Aéropostale, realizada pela AMAB (Associação Memória da Aéropostale no Brasil) e o Raide Latécoère. Uma ótima oportunidade para conhecer a história da companhia fundada na França em 1918 e que tinha Florianópolis (campo de aviação do Campeche) como rota obrigatória.

… da aviação

Em Santa Catarina, a professora Mônica Cristina Corrêa, ligada à Fapesc, uma das grandes pesquisadoras dessa história, é a curadora do evento. Uma das questões mais fascinantes da Aéropostale é a ligação do escritor Antoine de Saint-Exupéry com Florianópolis. Ele teria pousado aqui algumas vezes, tornando-se amigo de pescadores do Campeche.

Divulgação/ND

Nossa vez

Não é mesmo à toa que o espetáculo “Allan Kardec – Um Olhar para a Eternidade”, já fez mais de 200 apresentações com casa cheia em teatros brasileiros. Dados do IBGE apontam que o número de espíritas no país cresceu 65% na última década. Agora, a peça chega ao Estado nas próximas semanas.

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Depois de Lages, Joinville e Blumenau, Florianópolis encerra a turnê com duas sessões no Teatro do CIC no dia 18 deste mês. Na imagem, o ator Rogério Fabiano, que interpreta o educador e escritor francês Allan Kardec.

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