Esplanada

Leandro Mazzini é jornalista, escritor e pós-graduado em Ciência Política pela UnB. Iniciou carreira em 1994 e passou pelo Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Correio do Brasil, Agência Rio, entre outros. O blog é editado por Mazzini com colaboração de Walmor Parente e equipe de Brasília, Recife e São Paulo.

Arqueóloga brasileira vai escavar tumba de 3.400 anos no Egito

Atualizado

Uma boa notícia internacional para o País. A historiadora e restauradora de materiais arqueológicos Vanessa Dutra será a primeira brasileira a trabalhar como chefe de missão arqueológica no Egito. Após anos de trabalho lá e no Brasil, ela vai liderar equipe de arqueólogos em Luxor, a antiga Tebas, capital do Antigo Egito.

Fato é que, em outras palavras, a historiadora brasileira ganhou uma tumba milenar dos egípcios para cuidar – algo oferecido oficialmente a quem se destaca no país.

O projeto se chama BEMAC e se desenvolverá na tumba TT93, no alto do Vale dos Nobres – próximo ao Vale dos Reis (faraós). A tumba pertence a Ken-amun, nobre que viveu 1.400 antes de Cristo. Era homem de confiança do faraó Amenófis II.

A tumba TT93 nunca chegou a ser escavada, mesmo tendo sido visitada por estudiosos no século 20. Essa escavação promete revelar descobertas importantes e possibilita para o Brasil uma grande oportunidade científica, devido a participação de profissionais brasileiros nas áreas de execução.

O projeto começa em março de 2020 e conta com patrocínios durante todos os anos de execução. Além de contar com a parceria do Ministério de Antiguidades Egípcias e o Instituto Sul-Americano de Arqueologia e Preservação do Egito e Sudão- ISAPES.

A TT93 foi descoberta no começo do século XIX por Champollion (quem decifrou os hierógifos egípcios) e por Rossellini (pai da egiptologia italiana).

Eles catalogaram e levaram poucas peças para a Europa, inclusive a múmia de Ken-amun (hoje o esqueleto, devido a que a múmia era exposta e assim perdeu sua conservação) e o seu sarcófago, ambos na Itália desde então, em Pisa e em Florença, respectivamente.

Depois, na primeira metade do século XX, foi novamente estudada um pouco, feita a planta baixa e foram feitos desenhos de reprodução da arte nas paredes. Logo após a tumba foi fechada e nunca mais aberta, e somente agora será escavada.

Posteriormente, esse último trabalho foi publicado pelo Metropolitan Museum. A tumba, porém, nunca foi escavada e estudada de forma científica. Será a partir do ano que vem.

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