Esplanada

Leandro Mazzini é jornalista, escritor e pós-graduado em Ciência Política pela UnB. Iniciou carreira em 1994 e passou pelo Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Correio do Brasil, Agência Rio, entre outros. O blog é editado por Mazzini com colaboração de Walmor Parente e equipe de Brasília, Recife e São Paulo.

Bolsonaro usa prisão de Temer para dar recado sobre reforma da Previdência

Atualizado

O presidente da República, Jair Bolsonaro, e seus aliados no Congresso Nacional aproveitaram a operação da Polícia Federal que prendeu o ex-presidente Michel Temer para mandar um recado à base, à oposição e aos independentes na Câmara Federal sobre o início da tramitação da Reforma da Previdência: isso foi resultado da velha política.

Em almoço com a equipe da Coluna, o líder do Governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO) cravou que, a despeito das críticas de ser novato, Bolsonaro o escolheu por confiança no perfil e porque não vai aceitar qualquer barganha de deputados por benesses no Governo em troca de votos para a Reforma.

O líder garante que a reforma passará sem negociatas, diferente de governos anteriores. Também garante que o projeto dos militares é uma questão de justiça e equanimidade.

Vitor Hugo lembrou que os militares perderam benefícios em governos anteriores, e a reestruturação de carreira apresentada no projeto atende às expectativas do Governo no que tange à economia a médio prazo.

PF x PF

A prisão do ex-presidente Michel Temer era a de maior risco, daí a PF convocou o COT-Comando de Operações Táticas, a SWAT brasileira, diante de risco de confronto com os agentes federais que fazem escolta do chefão. Não houve. Mas teve bate boca.

Guedes = Maia

Prestem atenção no presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia. Ele ecoa o que o ministro da Economia, Paulo Guedes, não pode falar. Amigo de décadas de Maia e do pai dele, o também economista Cesar, Guedes está chateado com o texto da reforma dos militares. A economia prevista envolvendo com a Previdência da turma caiu de R$ 90 bilhões para R$ 10 bilhões em 10 anos.

Dirceu & Bolsonaro

No churrasco que comemorou seus 73 anos, sábado passado, numa chácara no Lago Norte em Brasília, José Dirceu disse para os mais de 100 amigos que o visitaram na festa, Dirceu disse que “a esquerda tem que rever suas posições e entender melhor porque Bolsonaro venceu as eleições”.

Aliás, condenado na Lava Jato, em liberdade por liminar do ministro Dias Toffoli, do STF, Dirceu curte a liberdade. Sua festa começou às 13h e acabou às 23h. Ele ganhou de amigos do PSOL uma placa de ‘Rua Marielle Franco’, no modelo usado pela prefeitura do Rio na cidade. E tirou muitas selfies.

Visto e Cia

Líder do PSOL, o deputado Ivan Valente (SP) protocolou requerimento na Presidência da Câmara pedindo explicações sobre decisões de Bolsonaro em Washington. Questiona o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, o que o presidente foi fazer na CIA, central de espionagem dos EUA, e quais foram as condições exigidas em troca do fim da exigência de visto para que turistas americanos entrem no Brasil.

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