Esplanada

Leandro Mazzini é jornalista, escritor e pós-graduado em Ciência Política pela UnB. Iniciou carreira em 1994 e passou pelo Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Correio do Brasil, Agência Rio, entre outros. O blog é editado por Mazzini com colaboração de Walmor Parente e equipe de Brasília, Recife e São Paulo.

DEM, PSD e Republicanos já fecharam com Bolsonaro

Depois de descobrir que não reinventaria a roda da política no Congresso, o presidente Jair Bolsonaro começou a ouvir dos partidos do Centrão a demanda pelo apoio à sua governabilidade.

PSD, de Gilberto Kassab, pode herdar o Ministério da Agricultura. O Republicanos deve ficar com todo o segundo escalão da Saúde. A bancada da bala deve ser atendida na recriação do Ministério da Segurança Pública, e já tem um nome, o ex-deputado federal Alberto Fraga, do DEM – partido do presidente da Casa, Rodrigo Maia.

Deputados do DEM, MDB e PSD já falam manso e pedem cautela sobre eventual processo de impeachment. É do jogo.

A despeito da demanda do Republicanos, Valdemar Costa Neto, dono do PL, quer indicar o Secretário Nacional de Vigilância do Ministério da Saúde.

O Solidariedade, de Paulinho da Força Sindical, não foi esquecido. Também dialoga com o Palácio e quer seu naco.

Bolsonaro pode chegar a 420 dos 513 deputados na coalizão que planeja. A conferir.

Mr. Moro

O ex-ministro Sérgio Moro fica à toa se quiser, após a quarentena por opção. Ele tem convites para dar aulas nas Universidades de Harvard (Boston) e Columbia (Nova York). Moro não tem registro na OAB para advogar ou fazer pareceres encomendados.

Oi, chefe!

O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro, viajava de carro para Belo Horizonte quando soube da convocação de Bolsonaro para aparecer na coletiva, no Palácio, sobre a saída de Sérgio Moro. Apressou-se em telefonar para o chefe e dizer onde estava.

Comadres

A advogada Rosângela, esposa de Moro, continua amiga da primeira-dama Michelle Bolsonaro. E só. O casal ex-inquilino de Brasília não quer papo com Bolsonaro.

Fora do ar

Caiu no BB o diretor de Marketing, Alexandre Alves de Souza, pressionado internamente para ajudar emissoras pró-Governo, contam fontes.

De carona

O comando do Banco Central está irritado com a credenciadora de cartões Stone. Depois de saber que a equipe econômica contava com estudo sobre o possível uso das maquininhas para conceder crédito a pequenas empresas, a companhia passou a fazer propaganda da ideia alheia como se fosse dela. O formato da solução ainda está em estudo pelo BC.

Made in China

Os médicos de Brasília, das redes pública e particular, estão enfurecidos com os kits chineses de testes para covid 19. Fato é que alguns óbitos no HRAN, unidade pública da capital, tiveram laudo confirmado para contaminação do coronarívus em pacientes que testaram duas vezes negativos.

Questionado pela Coluna, o Sindicato dos Médicos do DF afirma que “é uma situação que merece atenção redobrada”. Completa que infectologistas têm revelado “preocupação com a qualidade dos testes que estão sendo oferecidos no mercado” E que os kits não passaram por testagem prévia em laboratórios como Inmetro e Lacen (DF).

Povo sofre

Não bastasse a crise na saúde, o coitado do brasileiro não consegue receber os R$ 600 do auxílio emergencial da Caixa por erro do banco. Dois casos de Brasília, aos quais tivemos acessos: mulheres desempretadas foram barradas no cadastro porque sistema constatou que têm ocupação. Já deram baixa na CTPS há dois anos.

Boa iniciativa

A Prefeitura de Porto Alegre vai ganhar um hospital definitivo, com 60 leitos, bancado pela Ipiranga, Gerdau, o Hospital Moinhos de Vento e o Grupo Zaffari. Será um centro de tratamento de combate ao novo coronavírus. Investimento de R$ 10,4 milhões.

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