Esplanada

Leandro Mazzini é jornalista, escritor e pós-graduado em Ciência Política pela UnB. Iniciou carreira em 1994 e passou pelo Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Correio do Brasil, Agência Rio, entre outros. O blog é editado por Mazzini com colaboração de Walmor Parente e equipe de Brasília, Recife e São Paulo.

Dodge, Bonsaglia e Weitzel são cotados para a PGR

Atualizado

Os três candidatos da lista do Ministério Público Federal têm perfil de centro-esquerda, na análise de ministros palacianos, o que pode ajudar a recondução de Raquel Dodge para o comando da Procuradoria Geral da República.

Já nos corredores do MPF, o que se diz é que o mais votado na lista tríplice, Mário Bonsaglia, é ligado ao PT e até ficou deprimido quando o José Dirceu foi preso pela primeira vez. Luiza Frischeisen é pela extinção da Justiça militar, partidária do ativismo Judicial. Blau Dalloul foi secretário do ex-PGR Rodrigo Janot, tido como Dilmista dentro do MP, e teria se declarado contra Jair Bolsonaro na campanha presidencial.

Mas Dodge também balança no cargo, por ser partidária da ideologia de gênero, na visão do Planalto. A despeito do perfil, Bonsaglia está no páreo e até visitou o Palácio.

Corre por fora um nome que pode ganhar destaque, o de Marcelo Weitzel. O presidente Bolsonaro não é obrigado a escolher o mais votado da lista, ou segui-la.

Atualizada 24/06, 16h45 Embora o Planalto a veja com restrições, a conselheira do CNJ, Luiza Frischeisen, candidata na lista tríplice, garante que defende a Justiça Militar e já citou isso em seminário. https://bit.ly/31Ri1Wu

Atualizada 25/06, 13h42 O procurador Mario Bonsaglia, que encabeça a lista tríplice do MPF para procurador-geral da República, procurou a coluna na noite desta segunda (24) para dizer que pessoas “mal intencionadas, objetivando desconstruir a lista” passaram “afirmações totalmente inverídicas” sobre eventual ligação sua com o PT.

Reforça que atua na área criminal desde 1991, inclusive combate à corrupção, “nunca formulando qualquer juízo de valor sobre partidos ou políticos”.

Fuga da rotina: Bolsonaro cai na síndrome do aplauso

A exemplo de outros presidentes, Bolsonaro já sofre da síndrome do aplauso. O passeio de moto em Santos, com a cara à mostra, é prova disso. Também a ida a um supermercado sábado, em Brasília, apenas para comprar xampu. Não é o prazer de um passeio como nos tempos de deputado. É a necessidade de se sentir apoiado.

O então presidente Fernando Henrique fazia seu teste de popularidade quando fugia para a casa do embaixador Sérgio Amaral, na histórica Pirenópolis (GO), onde bebia cerveja sentado na calçada. Certa madrugada, Lula da Silva foi a um bar na Vila Planalto. A escolta, atenta ao destino, encheu as mesas de seguranças sem ele saber.

Haja gássss

O deputado Laércio Oliveira (Progresisstas-SE) quer debater duopólio no setor de gás, e cobra posição da Agência Nacional de Petróleo para a distribuição e preço. Segundo Laércio, além da Petrobras, existe o do setor privado envolvendo 19 concessionários com domínio da Mitsui, que acaba de comprar 49% da Gaspetro por R$ 1,9 bilhão.

ficam os dedos 

O maior desafio do Planalto hoje não é quem faz a articulação do Governo. É quem trabalha contra. É o senador Renan Calheiros quem tem derrubado as pautas. E ri, muito.

Terceira idade

O presidente Bolsonaro gostou da ideia do Ministério dos Direitos Humanos de lançar o Programa Casa Dia, uma espécie de creche para idosos. Deve investir no programa.

Precavido

Presidente Bolsonaro tem usado colete à prova de balas em agendas externas, até nas ruas de Brasília, e no trajeto entre os Palácios da Alvorada e do Planalto.

Patriotismo

O patriotismo está em alta. Foi reativada a Liga da Defesa Nacional, fundada no início do século 20 por Rui Barbosa e Olavo Bilac. Entre as propostas, a instalação da bandeira nacional em cada escola, empresa e sindicatos. Aliás, nos EUA isso é comum.

Primeiro teste

Das salas das corporações para a gestão pública, o termo compliance – conjunto de regras e práticas pela ética no trabalho – agora ganha administrações públicas. A Prefeitura de Rolândia (PR) adotou. Pioneiro foi Romeu Zema, que já na transição fez seleção profissional de secretários do Governo de Minas Gerais.

Pouso forçado

Um expert em grandes obras lembra que o PT era tão amigo das empreiteiras que a então presidente Dilma Rousseff, em dezembro de 2013, chegou a anunciar um terceiro aeroporto em São Paulo. O que não aconteceu, mas causou frisson na turma do concreto. Foi truque para ela se livrar da cobrança das construtoras amigas do partido.

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