Esplanada

Leandro Mazzini é jornalista, escritor e pós-graduado em Ciência Política pela UnB. Iniciou carreira em 1994 e passou pelo Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Correio do Brasil, Agência Rio, entre outros. O blog é editado por Mazzini com colaboração de Walmor Parente e equipe de Brasília, Recife e São Paulo.

Era corona: Bancos dificultam vida do empresário e trabalhador

Os bancos (mais uma vez) estão de sacanagem com o povo em meio à crise sem igual da saúde pública e com o mercado paralisado. A Febraban fez comunicado e propaganda envolvendo os cinco maiores, mas não há ação coordenada nem interface entre as instituições. A Federação empurrou para eles a responsabilidade.

No entanto, nenhum banco oferece facilidades para adiamento de cobrança de empréstimos e outras dívidas, conforme apurado pela Coluna. Empresários que procuram seus gerentes encontram telefones desligados (além das agências fechadas).

Quando há informação, é desencontrada e negativa. E as contas estão vencendo, com juros e mora cobrados.

Os grandes bancos, oficiais e privados, que sempre recorrem ao Tesouro e BC para se salvarem em crises, mostram agora com quem você pode contar: com nenhum deles.

Patrimônio & saúde

O Governo vai usar imóveis da União inutilizados e ou abandonados para estruturas de hospital de campanha. Decidiu que é melhor que o gramado de arenas multiuso.

Check-out

O 55 Rio Hotel, 3 estrelas da Lapa, fechou as portas na segunda-feira, por falta de clientes. O Centro do Rio está repleto de mendigos. E não é o único hotel.

Corona fest

Essa pandemia vai desistir do Brasil. Nada aqui dá certo, nem virose, e tudo se leva na brincadeira. Duas semanas atrás publicamos nas nossas redes sociais um vídeo surreal de passeata (isso mesmo) de moradores de São Vicente Ferrer (PE) contra o coronavírus.

No domingo, a PM do município de Brumado (BA) interrompeu a corona fest, numa área de eventos, e mandou 30 jovens para dentro dos camburões.

Você.Gov

O Governo federal também está aceitando doações de equipamentos para combate ao coronavírus. A Central de Compras do Ministério da Economia abriu o Chamamento Público (2/2020) “para recebimento, em caráter de doação, de desktops, notebooks e tablets”. Até dia 8 de abril.

Tão perto, tão longe

O ex-prefeito de Maringá Silvio Barros II, 63, segue internado na UTI de um hospital da cidade, em observação; inspira cuidados e respira sem ajuda de aparelhos, se tratando contra coronavírus. Vem a ser o irmão do ex-ministro da Saúde Ricardo Barros.

Revolta de Quito

O Governo fretou um voo e vai buscar dezenas de brasileiros turistas retidos em Quito. Tudo passou pelo Itamaraty. Muitos já sem hotel e nas ruas passavam até fome.

Turistas brasileiros em outros países, que não usaram as redes sociais para chamar atenção, foram esquecidos.

 Time Brasil

O Comitê Olímpico do Brasil negocia o aditamento dos contratos com fornecedores para os Jogos Tóquio 2020. A Air Canada, que fará o traslado aéreo da delegação brasileira para Tóquio, vai remarcar as datas de voos.

“Estamos mantendo tudo do mesmo jeito para o ano que vem. Vamos estudar cada contrato no jurídico. Terão aditivos, prorrogando até 2021. Pela previsão, não teremos mais gastos”, diz o diretor-geral do COB e campeão olímpico, Rogério Sampaio.

Verticalização do prazo

O deputado federal Laércio Oliveira (Progressistas-SE) defende que o Governo empreste recursos para que Estados e municípios com mais dificuldades em caixa consigam aumentar seus prazos de recebimento de impostos.

Dessa forma as empresas poderão manter os pagamentos em dia, e não vai desencadear um movimento de inadimplência generalizada. O deputado afirma: “estamos em um momento de guerra contra um inimigo que nunca nos preparamos para enfrentar. Isso exige medidas econômicas diferentes das de tempo de paz”.

Laércio diz que não adianta esperar que um comércio que está praticamente sem receitas continue pagando aluguel, salários, encargos e outros impostos. “As medidas têm que ser fortes, como outros países estão fazendo para segurarem os empregos. O governo dar renda para que o trabalhador não fique desamparado. E
disponibiliza capital de giro.

Entendo que essas medidas terão um custo fiscal alto, mas se não forem adotadas o custo será muito maior. Milhões vão ficar desempregados e vão receber seguro desemprego e centenas de bilhões vão deixar de ser arrecadados”, explicou.

O parlamentar defende que nesse momento todos os poderes precisam contribuir com redução temporária de salários. “O legislativo a começar por nós deputados, mas também o executivo e o judiciário de servidores com salários mais altos, excluindo-se os valorosos profissionais da área de saúde que estão trabalhando no combate ao coronavírus”, concluiu.

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