Esplanada

Leandro Mazzini é jornalista, escritor e pós-graduado em Ciência Política pela UnB. Iniciou carreira em 1994 e passou pelo Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Correio do Brasil, Agência Rio, entre outros. O blog é editado por Mazzini com colaboração de Walmor Parente e equipe de Brasília, Recife e São Paulo.

Gigantes do e-commerce miram o Correios

Atualizado

Duas gigantes do setor de vendas online – a chinesa Alibaba e a norte-americana Amazon – discretamente estudam a compra dos Correios, informam fontes do setor, a secular estatal brasileira que está prestes a ser privatizada.

Em tempos de alta demanda de comércio eletrônico, a empresa federal tem o mapa da mina – a logística de entrega nacional – para seus potenciais futuros clientes. O fato de os Correios também atuarem com o Banco Postal pode atiçar o setor bancário. As multinacionais podem se associar a um banco privado brasileiro para a compra.

Cartas e encomendas perdem força. O que mais interessa aos compradores são a logística, com frota ampla, e as agências, que podem se tornar bancárias.

Após ser assaltado por anos por quadrilhas políticas do PMDB, PT e PTB, o Correios, hoje, está sanado e superavitário. Mas não traz dinheiro para a União.

Ajudaram neste novo cenário para os Correios as administrações recentes de Guilherme Campos (Governo Michel Temer) e em especial do general Juarez Cunha, que sai. De mesmo perfil austero e competente, o novo presidente dos Correios que tomará posse, General Floriano Peixoto, chega para estruturar a empresa para a privatização.

IPI do refri 

Duas gigantes fabricantes de refrigerantes e cervejas do Brasil atualmente usam créditos de Imposto sobre Produto Industrializado (IPI), em vez de pagar os impostos, para abater em outros tributos do setor, onerando os cofres dos Estados. Daí, a ideia bem-vinda no Planalto de zerar o IPI para xarope de refrigerante, produzido em Manaus, ganhou a ira dos empresários das fabricantes.

Do total arrecadado com 4% sobre o produto final, 23,5% vão para o Fundo de Participação dos Estados e Municípios – e governadores e prefeitos poderão ter adicional. A proposta é da Frente Parlamentar em Defesa da Indústria de Bebidas.

Para o Tocantins, isso significa implemento de R$ 21,11 milhões nos cofres pelos próximos 12 meses. Seriam mais R$ 30,79 milhões para a Paraíba; R$ 21,76 milhões para Santa Catarina; e R$ 37,96 milhões para o Paraná, só para citar estes exemplos.

Vem pro Carro

Sobrou para a turma do volante. Sabem o presidente de banco federal que foi flagrado aos amassos dentro do carro oficial, com subordinada, no estacionamento da sede em Brasília, como revelou a Coluna? Acaba de determinar ao departamento de Recursos Humanos que faça contrato de confidencialidade com todos os motoristas da instituição.

O cidadão engravatado, da alta em Brasília, já teve problemas no Piauí há dois meses. Um motorista de Teresina, que o transportou, abriu o bico sobre as revelações do chefão, ouvidas num trajeto, e foi demitido. O profissional processa o banco.

Turma do terno

O vice-presidente do Brasil, general Hamilton Mourão, tem tido uma boa interlocução com a Maçonaria em Brasília. Recebeu grupo de maçons de uma Loja na última terça. Aliás, a comunidade maçônica é forte na capital. O Distrito Federal tem 90 lojas.

Moratória a la Goiás

Com a liminar do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, para suspender por seis meses o pagamento de dívidas do Estado com a União, o governador Ronaldo Caiado (DEM) deu um drible na notícia ruim que pode assustar a população e os investidores. Para quem entende do assunto, foi moratória, mesmo, a suspensão de parcelas de R$ 120 milhões do governo de Goiás para o Tesouro.

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