Esplanada

Leandro Mazzini é jornalista, escritor e pós-graduado em Ciência Política pela UnB. Iniciou carreira em 1994 e passou pelo Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Correio do Brasil, Agência Rio, entre outros. O blog é editado por Mazzini com colaboração de Walmor Parente e equipe de Brasília, Recife e São Paulo.

Governo tenta começar agosto com base consolidada

Atualizado

Após a aprovação com folga da Reforma da Previdência em primeiro turno, o presidente Jair Bolsonaro, o novo articulador político do Planalto, general Luiz Eduardo Ramos, e o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, vão tentar iniciar agosto com a base aliada consolidada na Câmara.

O general Ramos tem aberto o gabinete para líderes do Centrão (PSD, SD, PRB, PL, Progressistas, DEM). Onyx também mira os deputados do bloco que garantiu os votos para a aprovação. Somados os deputados de legendas que podem se alinhar, a base deverá contar com mais de 320 parlamentares. O que, nesta conta, garante ao Planalto pequena vantagem para aprovar PEC.

As conversas no primeiro semestre não avançaram. Quem salvou o Governo, angariando os mais de 100 votos do Centrão, foi Rodrigo Maia, presidente da Casa.

Bateu asas

Para evitar a humilhação que Aécio Neves vive, a esposa do ex-governador Beto Richa, do Paraná, Fernanda Richa se desfiliou do PSDB. Também já foi presa junto ao marido.

É grave

O Estado do Rio de Janeiro registra uma média de 500 desaparecidos por mês. São João do Meriti lidera o triste ranking, seguido pela capital.

Lobby amargo

Veja como membros do Governo andam melindrados em público – e alinhados ao discurso do chefe. Um executivo da Petrobras, convidado para almoço com italianos e diretor da Termogás, do grupo Suarez, se recusou a sentar à mesa no Lakes Restaurante, na quarta-feira. Alegou regras de compliance porque a térmica é cliente da petroleira.

O encontro foi marcado pelo secretário de Projetos Especiais do Governo do DF, Everardo Gueiros, que passou um signore constrangimento. O chefe da casa Civil do GDF, Valdetário Monteiro, agiu rápido, e puxou o executivo da Petrobras para outra mesa ao lado. O almoço seguiu, mas desceu amargo para todos.

 

Fundo Lava Jato

A oposição na Câmara aguarda, há mais de mês, resposta da Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, sobre o pedido de apuração de eventuais crimes cometidos pela força-tarefa da Lava Jato para a gestão de um fundo de R$ 6,8 bilhões oriundos de acordo de delação feito com a empreiteira Odebrecht. Ao PT, Dodge posicionou que a questão do fundo de R$ 2,5 bilhões estava sendo analisada pelo STF.

Sabatina

Apesar da resistência de alguns senadores, a indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para assumir a embaixada do Brasil nos Estados Unidos tem poucas chances de sofrer revés na Comissão de Relações Exteriores e no plenário do Senado. Até hoje, apenas uma indicação foi rejeitada pelos senadores.

Foi em 2015. O plenário derrubou a indicação do embaixador Guilherme Patriota para a representação do Brasil na Organização dos Estados Americanos (OEA), feita pela então presidente Dilma Rousseff – cujo Governo já estava em derrocada.

Férias

Pais, empresas de ônibus e comissários de voo têm passado maus momentos com viagens de filhos desacompanhados nessas férias.

O portal do Conselho Nacional de Justiça tem matéria regulada (131/11) sobre autorização judicial para menores viajarem sem os pais, mas a falta de um padrão no documento confunde até juízes nas Varas de Infância. E não há demanda, por ora, sobre isso no CNJ.

O conselheiro Humerto Martins, do CNJ, explica à Coluna que a regulação não foi revista “após modificações introduzidas pela Lei 13.812/19, cujo principal foco está na instituição de Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas” e temas envolvendo o ECA.

A lei estabeleceu que nenhum menor até 16 anos poderá viajar para fora da Comarca de sua residência sem autorização judicial.

Cadê você?

O ministro Tarcísio de Freitas, da Infraestrutura, desdenha dos pedidos de audiência do deputado Wladimir Garotinho (PSD-RJ). O parlamentar pretende ajudar a destravar empreendimentos logísticos do Porto do Açu e complexo industrial de Barra do Furado.

13 bi!

Já foram investidos R$ 13 bilhões de dinheiro privado e serão mais R$ 8,5 bilhões até 2023 na região. Mas falta a contrapartida do governo federal na ferrovia Açu-Vitória.

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