Esplanada

Leandro Mazzini é jornalista, escritor e pós-graduado em Ciência Política pela UnB. Iniciou carreira em 1994 e passou pelo Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Correio do Brasil, Agência Rio, entre outros. O blog é editado por Mazzini com colaboração de Walmor Parente e equipe de Brasília, Recife e São Paulo.

Lula é mentor da campanha de centrais contra reforma

Atualizado

O ex-presidente Lula da Silva, condenado na Lava Jato, segue fazendo política de dentro da cadeia. Será dele a mensagem oficial das centrais sindicais contra a reforma da Previdência do Governo de Jair Bolsonaro. A carta será lida na próxima sexta, no lançamento da campanha nacional ‘a favor da Previdência Social’.

Estão programados atos públicos em São Paulo, Brasília, Rio, Belo Horizonte e outras capitais. PT, PSOL, PCdoB e PDT se uniram para participar dos eventos com militância.

Lula fez sua reforma da Previdência no primeiro Governo, mas paliativa, cedeu a pressões de todos os lados, e salvou a União por alguns anos. Deu no que deu.

Acendeu a luz de alerta no Palácio do Planalto. A bancada do Nordeste está reticente em aprovar a Reforma. As bases eleitorais pressionam contra “perdas de direitos”.

Haverá uma reforma da Previdência, isso é fato. Mas hoje no Governo a pergunta é: qual delas vai passar: A de Paulo Guedes, ou a do Congresso, bem mais frouxa?

Cadê o projeto especial da reforma da Previdência dos militares? É uma das mais custosas para os cofres.

May Day

É festa no Governo, é dinheiro novo em caixa. Mas na ponta do lápis, só para citar um exemplo, a Infraero investiu R$ 100 milhões no aeroporto de Cuiabá, e o vendeu por R$ 40 milhões num pacote com mais três aeroportos regionais em Mato Grosso.

Discurso pronto

Luiz Dulci, que visitou Lula na sala-cela da Polícia Federal em Curitiba, saiu de lá com um recado para os comandos nacional e regionais do PT: a preocupação do ex-presidente é “com os direitos dos trabalhadores”. Lula desanca a reforma trabalhista.

Enfim, transparência

O Senado Federal irá, enfim, disponibilizar as notas fiscais de despesas pagas por senadores com recursos da verba indenizatória. A Câmara já disponibiliza as notas para consulta pública, mas o Senado resistia. A Casa Alta foi até alvo de inquérito civil no Ministério Público Federal por desrespeito à Lei de Acesso à Informação.

A ação foi apresentada pela Operação Política Supervisionada (OPS). À Coluna, o coordenador da entidade, Lúcio Batista, informa que, de acordo com a assessoria do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, “ainda no mês de março o Senado vai lançar seu novo portal institucional e as notas fiscais utilizadas”. A conferir.

Aperto no saldo

Depois de pedir ao Congresso carta branca para remanejar e transferir recursos públicos, o ministro da Economia, Paulo Guedes, solicitou aos deputados e senadores crédito suplementar no valor de R$ 248,9 bilhões para conseguir fechar o caixa e pagar todas as despesas do ano.

Mais de R$ 201,7 bilhões serão destinados para gastos previdenciários – como pensões e aposentadorias.

Também constam no pedido de crédito (PLN 4/2019), R$ 30 bilhões para pagar Benefício de Prestação Continuada (BPC) e o Renda Mensal Vitalícia e despesas com o programa Bolsa Família no valor de R$ 6,5 bilhões.

Mesa de direita

O debate político de mesa de bar ganhou ares – e mesas – oficiais em Belo Horizonte. O Destro, recém-inaugurado, é declaradamente o primeiro “bar de direita” do Brasil. Ideia dos sócios Daniel e Guilherme Laender, Gustavo Lopes e José Neto. Eles garantem que não têm partido, são abertos ao diálogo e mantêm o slogan “Não contém mimimi”.

Apoio

Presidido por Antônio Neto, da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), o PDT municipal de São Paulo lançou campanha para arrecadar doações para as vítimas das enchentes da capital na semana passada.

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