Esplanada

Leandro Mazzini é jornalista, escritor e pós-graduado em Ciência Política pela UnB. Iniciou carreira em 1994 e passou pelo Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Correio do Brasil, Agência Rio, entre outros. O blog é editado por Mazzini com colaboração de Walmor Parente e equipe de Brasília, Recife e São Paulo.

Mesa da Câmara rejeita amputação de mão para condenados

O deputado federal Boca Aberta (PROS-PR), no afã de aplausos populares, propôs um projeto de lei polêmico: amputar as mãos de quem for condenado por corrupção – e com serviço feito pelo SUS.

A literatura política há décadas traz no bordão popular que, quem tem telhado de vidro, deve evitar atirar pedras nos outros (que são muitos, por sinal, os enrolados com a Justiça).

A despeito do camburão de polícia rondando muito de seus colegas, prefeitos, vereadores e gestores públicos Brasil adentro, vale lembrar que Boca Aberta é alvo de processo da Justiça Eleitoral por improbidade administrativa quando vereador em Londrina (PR), sua terra natal.

Na ementa da proposta, esqueceu-se de protocolar em que teor de corrupção se encaixaria os eventuais punidos.

Alvo do MP Eleitoral, Boca Aberta conseguiu liminar no Tribunal de Justiça do Paraná para afastar inelegibilidade, no processo que precede sua eleição para federal.

Boca Aberta tem o mesmo advogado do casal Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann na Operação Pixuleco, o doutor Guilherme Gonçalves.

A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados devolveu hoje projeto do deputado Boca Aberta, que recomendava a amputação das mãos de condenados por corrupção contra o patrimônio público.

Tô fora

Lembram do caso que revelamos do suposto neto do senador Renan Calheiros (MDB), menor que mora com a mãe no Rio de Janeiro? Ele se recusa a fazer o exame de DNA.

Dirceu na pista

José Dirceu passa no Recife esta semana para lançar o seu livro Memórias número 1. Depois segue para quatro cidades do interior. Ele só não divulgou a agenda secreta que terá com o governador Paulo Câmara (PSB) sobre uma possível aliança com Flavio Dino (PCdoB), do Maranhão, para disputar a sucessão contra Jair Bolsonaro em 2022.

Babel pernambucana

Até ontem, apesar de questionado desde a segunda-feira, o Governo de Pernambuco não explicou à Coluna por que vai pagar R$ 51 milhões para contratar empresa que emprega professores de idiomas (inglês, espanhol e alemão) para curso a alunos da rede pública. O Estado tem professores concursados e terceirizados para tanto, e alemão não é um idioma requisitado na praça.

O projeto é antigo, repete-se a cada ano, e faz parte de um programa de intercâmbio de alunos para o exterior. Professores questionam, anonimamente – por medo de retaliação – que são muitos milhões, para poucos alunos beneficiados.

Mães & filhos

A ministra dos Direitos Humanos, Damares Alves, lança amanhã o Projeto Piloto Mães Unidas, com acompanhamento de mães e bebês até os dois anos em políticas de saúde e ações sociais. O piloto será em três cidades de Goiás, e prefeituras poderão se cadastrar.

Cadê o Bolsa?

O deputado federal Célio Studart (PV-CE) quer saber por que Nordeste foi preterido em novas vagas no Bolsa Família. Nos seus cálculos, a região tem 36,8% de famílias pobres, e só recebeu 3% dos novos benefícios em janeiro

Reparação & Memória

A Lei 23.592 assinada na segunda pelo governador Romeu Zema, de Minas, obriga que cada obra construída em Mariana (MG) e região por verba de indenização pelo crime ambiental, haverá uma placa com o nome das vítimas do rompimento da barragem de Fundão. Gesto cidadão. Nenhuma citação, porém, à mineradora Samarco.

Em outra Lei (23.590), Zema instituiu o 25 de Janeiro como o Dia de Luto em Memória às Vítimas do Rompimento da Barragem I do Córrego do Feijão em Brumadinho, onde morreram quase 300 pessoas. ‘Esqueceu’ de incluir o nome da Vale.

Mundo ‘moderno’

O mundo moderno do atendimento por telefone: leitor cliente da Vivo ficou 28 minutos e 52 segundos ontem na linha na tentativa de apenas mudar seu plano. Passou por três atendentes, e o último desligou a ligação. Deu nota zero no atendimento, claro.

Outro cliente, tentando contato com o plano de saúde Amil, por telefone, deu ‘voltas’ na ligação, porque o sistema automático o redirecionava para as mesmas perguntas.

Mais Conteúdo