Esplanada

Leandro Mazzini é jornalista, escritor e pós-graduado em Ciência Política pela UnB. Iniciou carreira em 1994 e passou pelo Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Correio do Brasil, Agência Rio, entre outros. O blog é editado por Mazzini com colaboração de Walmor Parente e equipe de Brasília, Recife e São Paulo.

Palacianos veem recado da PF em operações

Mal o presidente Jair Bolsonaro indicou que poderá trocar o Diretor Geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, surgiram operações que, à boca de bolsonaristas, são recados da corporação para o Palácio do Planalto. Citam os mandados de busca e apreensão contra o líder do Governo no Senado, Fernando Bezerra, suspeito de receber propinas no Governo de Dilma Rousseff.

E o indiciamento do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro, na investigação sobre as candidaturas de ‘laranjas’ do PSL mineiro em 2018. Bolsonaro vai manter os dois, por ora. Mas no Palácio dá-se como entendido o recado da turma do giroflex: Nenhum Governo controla a PF. É autônoma e apartidária.

E, vale ressaltar, a PF não inventa operações ou cria uma para cercar um suspeito. É uma polícia judiciária. São operações embasadas em investigações bem fundamentadas.

Depois do indiciamento pela PF e da denúncia do MP Federal contra o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro (PSL), o Governo deflagrou articulação para tentar blindá-lo e evitar a convocação no Senado. Álvaro já foi convidado três vezes pela Comissão de Transparência e Fiscalização, mas não compareceu.

É campeão

Dos campos de petróleo suspeitos na África, passando pela encrencada Sete Brasil (plataformas bilionárias), e agora a operação da PF sobre suspeita do vazamento da taxa Selic, André Esteves (BTG Pactual) tornou-se o banqueiro mais enrolado do Brasil.

Dedo na tomada

O Brasil está entregando a geração e distribuição de sua energia elétrica a grupos italianos, franceses e, principalmente, chineses. O setor é superavitário no País – é apenas mal administrado, mostram números dos sindicatos dos servidores. Diferentes governos estaduais já venderam sua geração e outros promovem o processo de privatização. São motivados pelo maior case, o da Eletrobras, do Governo federal.

Um movimento discreto está forte no setor há anos. Pequenas hidrelétricas no interior já são vendidas para grupos estrangeiros, que pagam de R$ 1 bilhão a R$ 2 bi. Chegará um momento que os chineses e italianos terão o poder de controlar a energia do Brasil.

Em países de primeiro mundo, como França e Estados Unidos, a geração e distribuição de energia são questão de soberania nacional. Aliás, são as forças armadas quem fazem a segurança das térmicas e usinas nucleares e hidrelétricas.

Derrapagem 

A Controladoria-Geral da União abriu processo administrativo para investigar a Volvo Veículos por irregularidades em patrocínio de projeto cultural. O processo investigará suspeitas de irregularidades, entre 2008 e 2009, sobre patrocínios via Lei Rouanet.

O sucessor

O ministro da Economia, Paulo Guedes, deve deixar o Governo em fevereiro. Só espera a aprovação da Reforma da Previdência e a consolidação da Reforma Tributária. Ele já prepara um sucessor nas hostes.

Rumo digital

O mercado brasileiro já conta com mais de 12,6 mil startups, conforme dados da Associação Brasileira de Startups.

Alíquotas

A Secretaria Especial de Comércio Exterior zerou as alíquotas para compras no exterior de 147 máquinas e equipamentos industriais, bens de informática e telecomunicação, sem produção no Brasil. As alíquotas chegavam a 16%.

Rio arquitetônico

O Rio de Janeiro será em 2020 a primeira Capital Mundial da Arquitetura UNESCO. A página oficial é < www.riocma2020.rio >

Brasil boia

Além do Ministério do Meio Ambiente, deputados cobram do Ministério da Defesa esclarecimentos sobre das manchas de petróleo encontradas no litoral do Nordeste. O petróleo cru já chegou às praias da Bahia. É o maior crime ambiental este ano e só neste fim de semana o presidente Bolsonaro alertou a PF e Defesa para investigarem.

Mais Conteúdo