Esplanada

Leandro Mazzini é jornalista, escritor e pós-graduado em Ciência Política pela UnB. Iniciou carreira em 1994 e passou pelo Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Correio do Brasil, Agência Rio, entre outros. O blog é editado por Mazzini com colaboração de Walmor Parente e equipe de Brasília, Recife e São Paulo.

Reforma dos militares patina na Câmara

Enquanto a reforma da Previdência dos civis aguarda a segunda e última votação no Senado, a dos militares patina na Câmara dos Deputados. Quando a proposta (PL 1645/2019) chegou à Câmara em março, o presidente Rodrigo Maia e deputados diziam que a mudança nas regras da aposentadoria dos militares seria votada no plenário logo depois da aprovação da reforma da Previdência dos civis.

Mas o projeto se arrasta na comissão especial sem previsão de votação do parecer do relator, deputado Vinícius Carvalho (Republicanos-SP). A reforma dos militares abrange as três Forças Armadas – e inclui a reestruturação de carreira.

A possibilidade de inclusão de policiais militares e bombeiros no texto é trava na tramitação. Os parlamentares da comissão estão divididos. Governadores, idem.

Cálculos da equipe econômica apontam que as modificações na aposentadoria dos militares vão gerar uma economia de R$ 97,3 bilhões em 10 anos.

Perdas e ganhos

As centenas de milhões de reais que vão entrar no caixa do falido Estado do Rio de Janeiro, com o leilão bilionário do pré-sal 2.0, chegam num momento que podem atrapalhar a demanda do Governo na Justiça pela manutenção dos royalties.

A Corte vai decidir se o Rio continua a concentrar os ganhos anuais como Estado produtor, ou terá de dividir com todos os Estados conforme lei aprovada no Congresso – que foi parar na Justiça. Enquanto os governadores todos querem a partilha, o Estado do Rio avisa que quebra sem a grana – e só tem o apoio do Espírito Santo.

O julgamento da liminar concedida pela ministra Cármen Lúcia na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) está marcado para o dia 20 de novembro.

Negão ministro 

No caderninho do presidente Jair Bolsonaro, o deputado Hélio Negão, o amigo mais próximo, é cotado para ministro do Turismo se o cenário piorar para Marcelo Álvaro.

Choque na carreira

A Eletrobrás, que deve ser privatizada no fim do Governo de Bolsonaro, aprovou plano de demissão voluntária para 500 empregados de carreira até 2021. Quem não aderir, corre o risco de ser demitido. A meta é enxugar a estatal para apresentar a empresa a multinacionais que condicionam esse modus operandi para lançar os envelopes à mesa.

Muita oração

Os Odebrecht têm agora a Santa Dulce para apelar nessa encrenca de pagar R$ 98 bilhões em dívidas. Foi a família quem doou a construção da Casa de Santo Antônio, obra inaugural do trabalho voluntário dela. Mas há um contratempo nessa reza brava. Ela virou a Santa Dulce dos Pobres. Não dos ricos endividados.

São Helder

O próximo santo brasileiro será dom Helder Câmara, saudoso arcebispo de Olinda e do Recife. Seu processo já tramita no Vaticano.

BNDE$

O BNDES saltou de lucro de R$ 4,8 bilhões no 1º semestre de 2018 para R$ 13,8 bilhões no mesmo período deste ano, aumento de 190%. Conforme o 11º Boletim das Empresas Federais, o grupo de estatais – além do BNDES, tem Petrobras, Caixa, Banco do Brasil e Eletrobras – apresentou lucro de R$ 60,7 bilhões nos seis primeiros meses de 2019, aumento de 68,6% na comparação com o mesmo período de 2018.

Mais Conteúdo