Esplanada

Leandro Mazzini é jornalista, escritor e pós-graduado em Ciência Política pela UnB. Iniciou carreira em 1994 e passou pelo Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Correio do Brasil, Agência Rio, entre outros. O blog é editado por Mazzini com colaboração de Walmor Parente e equipe de Brasília, Recife e São Paulo.

Sem avanço na economia para classes B e C

A economia não dá sinais de avanços nas classes B e C. A impressão na praça é a de que a equipe econômica governa para e dialogo com os ricos – banqueiros, financistas e grandes empresários. É essa turma quem está lucrando.

A restrição de programas sociais, aliada ao fraco desempenho do PIB divulgado e os efeitos do surto de coronavírus no mundo já acenderam os sinais de alerta nas micro e pequenas empresas.

Empresários consultados pela Coluna nos últimos dias são unânimes em dizer que não adianta o Governo comemorar os 100 mil pontos da Bolsa de Valores, se o andar de baixo – as classes B, C e D – não estão vendo a cor do dinheiro.

Os dados da economia nas classes baixas foram um dos motivos que fizeram o próprio ministro da Economia, Paulo Guedes, dizer que “temos 15 semanas para mudar o Brasil”.

Fato é que vários empresários estão sem capital de giro, e cortando custos. Enquanto os bancos, sem otimismo, seguram crédito – e só liberam diante de juros exorbitantes.

CoronAir

As companhias aéreas são as primeiras a sentir o baque do mundo parado pelo surto de coronavírus. Tudo no setor é negociado em dólar, que está no céu. Haverá quebras.

Jair x Onyx

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni – demitido da chefia da Casa Civil do Palácio – já foram mais próximos.

Entre portas, a próximos, Bolsonaro diz que Onyx é um fiel escudeiro desde que se lançou na campanha eleitoral, mas não o perdoa por ter dado tanto poder ao DEM, seu partido, por questões de prestígio.

Onyx alçou um senador de baixo clero à presidência do Senado – que agora é forte aliado de Rodrigo Maia, presidente da Câmara e seu desafeto.

Não é só por questões partidárias a ciumeira de Bolsonaro. O DEM ficou forte nas hostes de importantes órgãos, agências reguladoras e ministérios – tudo pela caneta toda-poderosa do então chefe da Casa Civil, que apadrinhou muita gente do partido. Tirar Onyx da Casa Civil foi um castigo discreto. E recado para o DEM.

Calote apadrinhado

Gestores e seus padrinhos políticos estão preocupados com a possível abertura da caixa preta dos empréstimos milionários do Banco da Amazônia (BASA), Banco do Nordeste (BNB) e do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), da Sudeco. Tem empresário amigo de político devendo milhões a esses bancos de fomento.

Há um caso de um empresário do Pará que pegou R$ 150 milhões no BASA e mandou o dinheiro para uma off-shore. No FCO, o problema é maior. Os calotes caem na conta do Banco do Brasil, que fica com o prejuízo e é quem corre atrás do devedor.

AGU florestal

O Governo apanha, e muito, pela alta no desmatamento da floresta amazônica, mas a Advocacia-Geral da União está atenta. Acaba de ajuizar mais 29 ações para cobrar R$ 741,7 milhões de multas dos responsáveis identificados pelo Ibama e Polícia Florestal.

O total de multas devidas ao Governo já chega a R$ 1,3 bilhão, apenas por desmatamentos na região Amazônica. Os Estados onde houve mais autuação de infratores são Amazônia, Pará, Rondônia, Roraima, Mato Grosso e Amapá.

Tela quenta

O ministro Ricardo Lewandowski, do STF, recusou Habeas Corpus preventivo impetrados pelas deputadas Carla Zambelli (PSL-SP) e Bia Kicis (PSL-DF), que atacaram a presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann, nas redes sociais. A dupla divulgou o vídeo de Gleisi sendo hostilizada num hotel do Rio de Janeiro – confira no canal da Coluna no Youtube, onde publicamos em primeira mão. Bia e Carla pegaram pesado nas críticas, e Gleisi recorreu ao Supremo contra as adversárias.

Correria

Um empresário de Brasília conseguiu voo pela TAP, para mulher e filha, só ontem, para voltar ao Brasil por Roma. Elas estavam retidas há 10 dias em Milão, e saíram da cidade antes do inédito toque de recolher. Uma amiga da jovem, italiana residente em Roma, está com suspeita de contágio.

Alô, PM!!

O diretor da UnB Marcos Magalhães mandou fechar, por segurança, uma pracinha em frente à Faculdade de Arquitetura, no campus, conhecida por vendas de drogas. Ganhou a ira de traficantes e de “alunos”, e sofre ameaças. O caso lembra o do reitor da USP, que chamou a PM para expulsar traficantes dentro do campus, e foi atacado por alunos. Resultado, lá: vários assaltos e um latrocínio.

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