Fabio Gadotti

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“A preservação do patrimônio não congela as cidades”, diz presidente do Iphan

Florianopolitano, o presidente interino do Iphan, Robson de Almeida, acompanhou emocionado a entrega da requalificação do Largo da Alfândega neste sábado. Servidor efetivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, ele disse que a obra marca sua “vida pessoal e profissional”. Ele falou com a coluna sobre o projeto e sobre a preservação do patrimônio.

Robson de Almeida na inauguração do Largo da Alfândega, em Florianópolis – Foto: Foto Flavio Tin/ND

Qual a importância da obra no Largo da Alfândega?
Acompanhei desde o início. Como trabalho no Iphan há 18 anos, acompanhei desde a ideia de fazer a obra, que não estava nem prevista no programa do PAC. Estava, sim, previsto o torreão sul do mercado. O resultado no Largo da Alfândega é uma intervenção de qualidade, contemporânea, demonstrando que o patrimônio pode ser vetor de desenvolvimento. A preservação do patrimônio não é algo que congela as cidades, é algo que desenvolve, mas com qualidade. Temos uma intervenção no nível europeu num dos principais espaços urbanos de Florianópolis.

É um case que pode servir de referência para muitas obras aqui no Estado e fora?
Sem dúvida. É um dos principais espaços urbanos e que a gente dá uma qualidade que ele nunca teve. Quem é de Florianópolis sabe o quanto esse espaço não estava sendo utilizado porque não tinha qualidade. Agora a gente retoma esse contato com o Largo da Alfândega e retoma também algumas referências. A gente conseguiu reabrir onde era o cais, por exemplo, deixar essas referências para as pessoas que não conhecem saberem que o mar chegava naquele local, que o prédio da Alfândega era onde se descarregavam as mercadorias. Tudo está contado, de certa forma, no projeto.

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