Fabio Gadotti

Comportamento, políticas públicas, tendências e inovação. Uma coluna sobre fatos e personagens de Florianópolis e região.

Florianópolis está na disputa por evento internacional de tecnologia

Atualizado

Capital catarinense quer sediar maior evento de tecnologia da América Latina em 2022 – Foto: Anderson Coelho/ND

A Capital catarinense está na disputa para receber em 2022 o maior evento de tecnologia e inovação da América Latina, cobiçado também por São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS) e Brasília (DF).

A cidade recebeu nos últimos dias o vice-presidente do Web Summit Lisboa, Arthur Lisboa, que veio ao Brasil para uma “missão exploratória” com o objetivo de conhecer as pessoas, a estrutura das candidatas e, principalmente, os ecossistemas locais.

“No Brasil, não terá o nome de Web Summit, vamos criar um novo evento, uma nova marca”, afirmou o português depois de um almoço, no sábado, com lideranças empresariais e com o prefeito Gean Loureiro (DEM).

A definição deverá ocorrer nos próximos meses e o mês de realização do evento ainda será definido em comum acordo com o município escolhido. O contrato de cinco anos prevê um evento anual, com a participação de patrocinadores brasileiros e internacionais, além de apoio dos governos municipal e estadual.

Na entrevista a seguir, Arthur fala sobre as principais variáveis para a definição da sede e dá sua opinião sobre o ecossistema de Florianópolis.

Arthur Pereira fez “missão exploratória” pelas cidades candidatas – Foto: Divulgação/ND

ARTHUR PEREIRA, vice-presidente do Web Summit Lisboa

O que pesa mais na decisão sobre a cidade-sede do evento?
São muitas variáveis. Primeiro, a confiança nas pessoas, muito importante em qualquer parceria. Em segundo lugar, cito a diplomacia econômica. O evento é o local ideal para isso porque reúne delegações de países com grande força e, portanto, é muito importante a participação de autoridades dos mais altos níveis do país anfitrião na recepção dos mandatários estrangeiros e líderes das maiores empresas mundiais. O objetivo é potencializar investimentos do exterior, criação de postos de trabalho, oportunidades de negócios, aumento da confiança no país etc. Outro fator relevante é o ecossistema com presença na economia, vibrante e que queira ir mais longe. Envolve startups, empresas e comunidade. O evento é de todos e para todos. Vai desde os estudantes até sêniors.

Quais tuas impressões sobre ecossistema de Florianópolis?
Saio daqui de Florianópolis muito impressionado. Acho que está montada uma tempestade perfeita. Número 1: startups de muita qualidade, muito conhecimento. Em segundo lugar, há um apoio forte na área educativa. Em terceiro, apoio de instituições de pesquisa e desenvolvimento. Em quarto lugar, as empresas. E tudo isso num modelo de cooperação. Estive no Centro Sapiens, Acate (Associação Catarinense de Tecnologia), Acif (Associação Comercial e Industrial de Florianópolis), CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas). Estão reunidas todas as condições para que o evento seja aqui. A competição é forte.

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