Fabio Gadotti

Comportamento, políticas públicas, tendências e inovação. Uma coluna sobre fatos e personagens de Florianópolis e região.

Governador exonera Carlos Hassler da Secretaria da Infraestrutura

Atualizado

Carlos Hassler, exonerado nesta quinta-feira (6) da secretaria estadual da Infraestrutura – Foto: Flávio Tin/ND

O governador Carlos Moisés (PSL) exonerou nesta quinta-feira (6) o secretário da Infraestrutura, Carlos Hassler. O motivo foi a repercussão do episódio envolvendo o deputado estadual Valdir Cobalchini (MDB), que foi barrado no gabinete enquanto acompanhava um prefeito. Hassler já foi substituído pelo adjunto, Thiago Augusto Vieira.

O caso ocorreu na terça-feira (4) e repercutiu na sessão da Alesc do dia seguinte. Os deputados chegaram a emitir uma nota de repúdio contra o tratamento dispensado ao parlamentar.

A mesa diretora da Alesc divulgou nesta quarta-feira (5) uma nota de repúdio ao secretário de Infraestrutura e Mobilidade do Estado, Carlos Hassler. “Quando impediu um parlamentar catarinense de participar de uma audiência em órgão público, o secretário não cometeu somente uma grave indelicadeza com um deputado que, inclusive, já comandou com êxito reconhecido aquela secretaria”, afirma o texto.

“Também feriu um dos pilares da democracia, que prevê a representatividade do cidadão por seus parlamentares”, complementa a mensagem, assinada pelo presidente Julio Garcia (PSD) e demais integrantes da mesa da Alesc.

Em mensagem enviada à Assembleia, Hassler disse que a nota emitida “causou espanto”. “Após um ano de idas e vindas de parlamentares a meu gabinete, sabem vossas excelências que a todos recebi, não de portas abertas, mas de ouvidos atentos. Acredito e pratiquei que respeito à posição de representante do povo é receber a qualquer parlamentar com o mesmo
nível de atenção, independentemente de sua cor partidária, de seu gênero, raça, credo ou seja lá qual for a diferença existente em meio à nossa diversidade”, afirmou.

“Houve uma ocasião em que não tratei de forma cavalheiresca um deputado que chegou a meu gabinete, o que ocorreu há dois dias. Cometi o erro de responder com deselegância a uma atitude deselegante. Como acredito que um erro não justifica outro, apresento minhas desculpas a essa Casa, caso algum parlamentar tenha se sentido ofendido com minha ação”, complementou o agora ex-secretário, que classificou o episódio como um “desentendimento pontual”.

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