Fabio Gadotti

Comportamento, políticas públicas, tendências e inovação. Uma coluna sobre fatos e personagens de Florianópolis e região.

Grupo discute uso de ônibus menos poluentes no transporte coletivo metropolitano

Atualizado

Representantes do Observatório de Mobilidade Urbana da UFSC, das empresas de ônibus, consultores da agência alemã GIZ e diretores da Suderf (Superintendência de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Grande Florianópolis) discutiram ontem o uso de veículos elétricos e de combustíveis com baixo potencial poluente.

Segundo o coordenador do Observatório, professor Bernardo Meyer, a ideia é que o edital de licitação para o sistema de transporte coletivo integrado garanta a redução da emissão de gases de efeito estufa.

Os consultores alemães, que fizeram uma visita às empresas de transporte e coletaram informações sobre o panorama atual, têm conversas hoje com o governo do Estado e com a Celesc.

Na mesma reunião, as empresas de ônibus que operam na região metropolitana apontaram que a pista reservada aos ônibus vai diminuir 40 minutos, em média, o tempo de viagem na Via Expressa para entrar na Ilha de Santa Catarina nos horários de pico.

“Os ônibus carregam muito mais pessoas e é neste sentido que temos que pensar na melhoria na mobilidade urbana da região. A faixa exclusiva, que pode parecer ociosa às vezes, transporta cinco vezes mais pessoas do que o automóvel, mostrando a eficiência do ônibus”, afirma o professor Werner Kraus Jr, integrante do Observatório.

“É como se fosse um trilho de trem que nem sempre está ocupada, mas quando isso acontece transporta um número de pessoas muito maior”, complementa Werner.

Edital de licitação para transporte público metropolitano pode incluir regras para renovação da frota de ônibus com  o objetivo de reduzir a emissão de poluentes – Marco Santiago, ND

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