Fabio Gadotti

Comportamento, políticas públicas, tendências e inovação. Uma coluna sobre fatos e personagens de Florianópolis e região.

Mobilidade em Florianópolis: observatório da UFSC contesta solução chinesa

Vencedora de um leilão bilionário para construção de um monotrilho marítimo em Salvador (BA), a companhia chinesa BYD apresentou durante a semana alternativas consideradas “perfeitas” para melhorar a mobilidade urbana de Florianópolis.

Segundo o diretor de negócios Alexandre Liu, a solução passa pela adoção de modelos aéreos, que têm sido priorizados pelo governo do presidente Xi Jinping diante das dificuldades de espaço nos centros urbanos do país asiático.

Modelo aéreo é defendido pela empresa chinesa como alternativa de mobilidade – Divulgação/ND

De acordo com o executivo chinês, o BRT aéreo seria ideal para a Capital catarinense, considerando suas peculiaridades e características geográficas. “É um sistema leve. Poderíamos levar o pessoal inclusive pela ponte num sistema de trem. Modal perfeito que se adapta a curvas fechadas, rampas etc, ideal para o relevo daqui”, sustenta Liu.

Coordenador do Observatório de Mobilidade da UFSC, Bernardo Meyer não vê a alternativa como a mais adequada. “A análise da opção do monotrilho foi contemplada no Plamus (Plano de Mobilidade Urbana Sustentável da Grande Florianópolis) e concluiu-se que seu custo-benefício não compensa tanto quanto um sistema de BRT (transporte rodoviário por ônibus) bem organizado”, afirma o professor.

“Já os ônibus elétricos que eles fazem nos interessariam muito”, destacou Bernardo, referindo-se à fabricante chinesa.

Apesar de ainda não apresentada oficialmente à prefeitura, a Secretaria de Transportes e Mobilidade de Florianópolis informou que tem conhecimento do sistema e que está analisando a alternativa.

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