Fabio Gadotti

Comportamento, políticas públicas, tendências e inovação. Uma coluna sobre fatos e personagens de Florianópolis e região.

Nome de Araújo Gomes para secretaria nacional de segurança é vetado por Bolsonaro

Atualizado

Ex-comandante da PM de SC, coronel Araújo Gomes – Foto: Anderson Coelho/ND

Apesar de contar com o apoio da Frente Parlamentar da Segurança Pública da Câmara Federal e de entidades nacionais ligadas a policiais civis e militares, o nome do ex-comandante da PM/SC, coronel Araújo Gomes, para a Senasp foi vetado pelo presidente Jair Bolsonaro.

A informação foi compartilhada pelo presidente da Feneme (Federação Nacional de Entidades de Oficiais Militares Estaduais), coronel Marlon Tezza, a dirigentes e oficiais de entidades filiadas.

“Ele foi convidado para a Senasp pessoalmente pelo ministro da Justiça e por isso deixou o comando geral da PMSC, conforme orientação, interrompendo sua carreira, no entanto agora foi descartado, não por critérios técnicos, mas sim por outros motivos que não foram explicados”, disse Tezza na mensagem. “Perde o Brasil que teria à frente da Senasp um excelente gestor técnico”, complementou.

Desde o início de maio, quando deixou o cargo e passou para a reserva, a indicação de Araújo Gomes para a Secretaria Nacional de Segurança Pública passou a sofrer resistência dos bolsonaristas. Um dos argumentos é a afinidade dele com o governador Carlos Moisés, que foi eleito pelo PSL mas acabou se afastando de Bolsonaro.

Em vídeo encaminhado a policiais e bombeiros militares nesta terça-feira (23), o Major Olímpio (PSL), senador por São Paulo, lamentou a decisão do Planalto. “É mais uma bordoada que a família militar estadual toma”, afirmou o parlamentar, que elogiou a atuação de Araújo Gomes à frente da PM catarinense e na presidência do Conselho Nacional de Comandantes Gerais.

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