Fabio Gadotti

Comportamento, políticas públicas, tendências e inovação. Uma coluna sobre fatos e personagens de Florianópolis e região.

Prefeitura de Florianópolis rompe com empresa de investigado na Operação Oxigênio

A Prefeitura de Florianópolis anunciou nesta segunda-feira (11) o rompimento do contrato com a empresa Meuvale (SP), que tem como sócio Fábio Deambrósio Guasti, um dos investigados pela força-tarefa que apura a compra de 200 respiradores hospitalares pelo governo do Estado.

Com base em depoimentos à força-tarefa da Operação Oxigênio, a peça apresentada à Justiça pelo Ministério Público de Santa Catarina sustenta que o empresário indicou a fornecedora dos equipamentos ao ex-secretário Douglas Borba e “foi responsável por atuar em nome da Veigamed durante todas as tratativas da contratação” para aquisição dos equipamentos.

Desde a suspensão das aulas na rede municipal, no início da pandemia da Covid-19, a empresa fornecia um cartão pré-pago para que a prefeitura pudesse carregar R$ 100,00 para alunos carentes da rede pública e autônomos do Bolsa-família que ficaram sem renda.

Ao todo, são 3.983 beneficiários, com valor de R$ 398,3 mil. As famílias que ainda possuem saldo no cartão poderão continuar utilizando normalmente.

A prefeitura afirma que fazia os créditos diretamente nos cartões, que seriam fornecidos gratuitamente pela Meuvale, mas não soube explicar como a empresa obtinha algum faturamento com a prestação do serviço.

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