Fabio Gadotti

Comportamento, políticas públicas, tendências e inovação. Uma coluna sobre fatos e personagens de Florianópolis e região.

Pressão popular viabiliza CPI sobre o sistema de transporte coletivo de Florianópolis

Atualizado

Reivindicada por uma campanha virtual que já recebeu 5.700 apoios em menos de uma semana e encampada pelos vereadores da oposição, a instalação de uma CPI sobre o transporte coletivo de Florianópolis agora conta também com o respaldo do prefeito Gean Loureiro (MDB) e da sua base de sustentação na Câmara. O vereador Renato Geske (PR), líder do governo, protocolou nesta quarta-feira (9) um pedido oficial de abertura da comissão parlamentar de inquérito. 

“A população está pedindo, apoiando o abaixo-assinado, vamos averiguar tudo”, afirmou Geske à coluna, que defendeu investigação sobre os custos do sistema, os aumentos da tarifa,  a licitação feita em 2014 e apuração da responsabilidade dos terminais de ônibus que nunca foram utilizados.

O requerimento tem nove assinaturas: além de Renato, subscreveram o documento os vereadores Guilherme Pereira (MDB), Tiago Silva (MDB), Jeferson Backer (PSDB), João Luis da Silveira (PSC), Gabriel Meurer (PSB), Miltinho Barcelos (DEM), Roberto Katumi (PSD) e Fábio Braga (PTB).

Transporte Público em Florianópolis  - Daniel Queiroz/ND
CPI do transporte coletivo será instalada em fevereiro – Daniel Queiroz/ND

“Queremos que a Câmara participe e estude todo o contrato do transporte licitado na gestão anterior. Esse é um pedido da população também, que já havia feito um abaixo assinado. Portanto, o legislativo municipal será palco para um debate transparente”, afirmou Gean, por intermédio da assessoria de comunicação da PMF.

Criado pelo movimento Acredito, o abaixo-assinado citado pelo prefeito foi o fato político que desencadeou a discussão sobre a CPI. “A iniciativa surge da indignação com o aumento da passagem e as falsas promessas de melhoria no transporte público”, afirmou o estudante Israel Rocha, que nesta quarta-feira (8) saiu de uma reunião com a oposição também com 8 assinaturas de apoio à investigação.

O pedido de abertura da CPI será analisado a partir de 4 de fevereiro, quando a Câmara volta às sessões depois do recesso.

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