Fabio Gadotti

Comportamento, políticas públicas, tendências e inovação. Uma coluna sobre fatos e personagens de Florianópolis e região.

“Seremos um dos três aeroportos com melhor avaliação do país”, diz CEO da Floripa Airport

Tobias Markert, CEO da Floripa Airport – foto: Daniel Queiroz/ND

A dois meses da inauguração do novo Aeroporto Internacional Hercílio Luz, o suíço Tobias Markert, CEO da Floripa Airport, falou nesta quinta-feira (1º) que a concessionária vai “trabalhar forte” para atrair voos internacionais de longa distância a Florianópolis. Ele disse que está em contato direto com a TAP para viabilizar um canal direto entre a Capital catarinense e Lisboa.

O senhor falou que precisa ter uma ação forte para atrair voos internacionais de longa distância. Depois da entrega do novo aeroporto, como vocês vão trabalhar nesse sentido?
Acredito que agora com a extensão da pista, com o produto turístico de Santa Catarina e com o novo terminal, temos todos os instrumentos necessários para atrair novos voos internacionais a Florianópolis. Mas precisamos saber se realmente queremos esses voos, e se a resposta for sim, ver o que oferecer às companhias aéreas, assim como outros Estados fazem.

Mas há cronograma para isso e itinerários na mira?
Esse processo não acontece em apenas algumas semanas. Desde que chegamos, estamos em contato com várias empresas aéreas que fazem voos de longa distância internacionais. E, claro, a mais óbvia é a TAP, para Lisboa. Estamos em contato direto com eles, que nos veem como prioridade, mas comunicaram que não tem uma aeronave disponível nesse momento para esse voo.

Como receberam o resultado da pesquisa de satisfação dos passageiros, divulgada ontem pelo Ministério da Infraestrutura, que não coloca mais o Aeroporto Hercílio Luz como último lugar no país?
Tenho um orgulho enorme da equipe por ter conseguido sair da última posição, no terminal atual, com tantas limitações. Minha expectativa é que seremos um dos três aeroportos com melhor avaliação do país.

Qual foi a principal preocupação na hora de definir o mix das marcas do novo terminal?
São duas coisas principais. Primeiro, a gente considerou o que os passageiros domésticos e internacionais esperam, quais as marcas que eles queriam. Outro aspecto é a criação de um senso de lugar. O passageiro tem que sentir que está em Florianópolis e somente as marcas locais têm a oportunidade de oferecer isso.

Área do novo terminal de passageiros, que será inaugurado em outubro – Flavio Tin/ND

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